Sondagem da Friends of Angola: 90,7% dos participantes avaliam negativamente o desempenho de João Lourenço
Consulta online realizada entre 27 de outubro e 3 de novembro de 2026 recolheu 162 respostas. A participação concentrou-se em Angola, sobretudo em Luanda, e os resultados reflectem a opinião dos respondentes.
Por Radio Angola
Uma sondagem online promovida pela Friends of Angola (FoA) registou uma avaliação predominantemente negativa do desempenho de João Lourenço enquanto Presidente de Angola, desde que assumiu funções, em 2017. Das 162 respostas recolhidas, 108 classificaram o desempenho como «muito negativo» e 39 como «negativo», totalizando 147 avaliações desfavoráveis, equivalentes a 90,7% das respostas.
A consulta decorreu de 27 de outubro a 3 de novembro de 2026, com a pergunta: «Como avalia o desempenho de João Lourenço como Presidente de Angola, desde que assumiu funções em 2017 até à presente data?»
Resultados da consulta
| Avaliação | Respostas | Percentagem |
|---|---|---|
| Muito negativos | 108 | 66,7% |
| Negativos | 39 | 24,1% |
| Positivos | 6 | 3,7% |
| Nem positivos nem negativos | 5 | 3,1% |
| Não sei / Não tenho informação suficiente para avaliar | 4 | 2,5% |
| Total | 162 | 100%* |
As percentagens individuais foram arredondadas e, por isso, somam 100,1%. A avaliação negativa conjunta corresponde a 147 das 162 respostas, ou seja, 90,7%.
A categoria «muito negativos» reuniu dois terços das respostas. Em contraste, seis participantes fizeram uma avaliação positiva, cinco escolheram uma posição neutra e quatro indicaram não ter informação suficiente para avaliar.
Participação concentrada em Angola e em Luanda
Segundo os indicadores geográficos da plataforma, 83,3% dos participantes foram localizados em Angola, 9,9% em Portugal e 6,8% noutros países. Estes dados indicam a localização atribuída pela plataforma, não permitindo, por si só, determinar a nacionalidade dos respondentes.
No gráfico relativo às localizações em Angola, Luanda representa 96,2% e Benguela 3,1%. A pequena parcela restante não está identificada na imagem disponibilizada.
Esta concentração geográfica é relevante para a interpretação dos resultados: embora tenham sido registadas participações em diferentes países, a consulta teve uma presença particularmente forte de pessoas localizadas em Luanda.
Telemóveis e tablets dominaram o acesso
A plataforma registou 188 visualizações e 162 respostas concluídas, correspondendo a uma taxa de conclusão de aproximadamente 86%. O tempo médio de preenchimento foi de 19 segundos.
Os dados mostram ainda que 91% responderam através de telemóvel ou tablet e que 9% partilharam a sondagem na sua cronologia. A utilização predominante de dispositivos móveis destaca a importância destes meios na participação em consultas digitais.
A taxa de conclusão descreve a relação entre visualizações e respostas registadas pela plataforma; não constitui uma medida de representatividade da população.
Uma avaliação desfavorável entre os respondentes
Os resultados revelam um predomínio claro de avaliações negativas entre os participantes. Contudo, a pergunta incidiu sobre o desempenho presidencial em termos gerais e não solicitou as razões das respostas. Assim, não é possível determinar quais os assuntos que mais influenciaram a avaliação, como emprego, custo de vida, saúde, educação, combate à corrupção ou direitos humanos.
A consulta oferece um contributo para o debate público sobre a governação e pode servir de ponto de partida para uma auscultação mais aprofundada, com maior diversidade territorial e social.
Nota metodológica
A consulta online recolheu 162 respostas entre 27 de outubro e 3 de novembro de 2026. Os documentos disponibilizados apresentam resultados agregados, indicadores de utilização e localização geográfica, mas não descrevem um método de selecção aleatória, ponderação das respostas ou distribuição por idade e sexo.
A concentração das participações em Luanda e as condições de acesso à internet devem ser consideradas na leitura dos dados. Os resultados reflectem as opiniões dos respondentes e não podem ser generalizados à população angolana. Também não permitem calcular uma margem de erro representativa ou antecipar o comportamento eleitoral em 2027.

