Rei do Bailundo revela ter participado na Conferência do MPLA na qualidade de militante do partido

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O Rei do Bailundo, Tchongolola Tchongonga Ekuikui VI, esclareceu a polêmica instalada na última semana, nas redes sociais, sobre a sua participação na 14ª Conferência Provincial do MPLA no Huambo, que reconduziu Pereira Alfredo ao cargo de 1º Secretário do Partido.

Em exclusivo ao Club-K, à saída da Assembleia Nacional, após o Discurso sobre o Estado da Nação, o Rei do Bailundo, cujo nome civil é Isaac Francisco Lucas, assinalou que não se tratou de inteligência artificial, tendo admitido que a sua presença do acto partidário do MPLA foi na qualidade de militante do partido no poder em respeito aos princípios dos seus ancestrais, que segundo o Rei Ekuikui VI, “também foram militantes dos camaradas”.

“A verdade seja dita, que não é inteligência artificial e, como Rei estou a levar a cabo aquilo que a nível do Reino chamamos de legado dos nossos ancestrais”, afirmou Tchongolola Tchongonga Ekuikui VI, para quem “olhando para a ancestralidade do Reino do Bailundo, todos os nossos bisavós, avós que passaram no nosso Reino defenderam um lado”.

Nas declarações prestadas ao Club-K, o Rei Ekuikui VI disse que à luz da ética ancestral, “o Reino não faz política”, mas o Rei no poder tem o seu partido no qual ele apoia e isto, segundo o soberano, “não faz mal a ninguém”.

O monarca esclareceu ainda que dentro do código de ética tradicional, “não faz a nenhum e a ninguém”, referindo-se que “sobre isto algumas pessoas tomaram susto, mas não é algo novo”.

Tchongolola Tchongonga Ekuikui VI lembrou que o seu o avô, Ekuikui IV foi membro do Comité Central do MPLA e deputado à Assembleia Nacional eleito pelo Círculo Nacional, bem como ex-Rei sucedido por ele “também foi membro do Comité Central”.

“Então isso aqui não é algo novo e estamos a cumprir apenas a vontade dos nossos ancestrais, e quando os nossos ancestrais dizem, em nenhum momento voltamos atrás”, finalizou o Rei do Bailundo.

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