Lunda-Norte: População da aldeia de Kikunga pede ao novo comandante da Polícia Nacional remoção de controlos na via do “ponto zero”

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A população da aldeia de Kikunga, comuna do Iongo, município de Xá-Muteba, na província da Lunda-Norte, manifesta-se agastada com os excessos de controlos na via principal, onde supostos agentes da Polícia de Guarda Fronteira (PGF), obrigam os transeuntes ao pagamento de 500 kwanzas, para poderem circular, cenário que diz não se verificar nas outras províncias do país.

*Jordan Muacabinza|Cafunfo

Segundo os habitantes, ao contrário das outras regiões de Angola, onde os cidadãos “andam livremente sem intimidações e sem pagar qualquer tostão nos postos policiais”, na província da Lunda-Norte “a realidade é diferente, uma vez que as populações andam oprimidas”.

Por este facto, os habitantes do bairro Kikunga, pedem ao novo Comandante Provincial da Polícia Nacional para remover os postos de controlos sobre a ponte do rio Cuango no troço que liga os bairros Kinkunga (Bolinho) e Pone até à vila diamantífera de Cafunfo, e de modo a proibir que os agentes da Guarda Fronteiras de estarem a obrigar os populares ao pagamento de valores monetários de (500kz) sempre que estiverem a circular naquele troço.

Alguns cidadãos ouvidos pela Rádio Angola, afirmam que, “para circular naquela via temos pagado quinhentos kwanzas por cada posto controlo, sendo um posto pertence ao Unidade da Polícia da Guarda Fronteira de Cafunfo, e outro posto controlo pertence ao Comando Municipal de Xá-Muteba, o que significa que somos obrigados a termos sempre mil kwanzas todos os dias”.

Afirmam que “para circular com bens alimentar tem sido um exercício muito difícil, ao passo que em outras províncias a população circulam livremente, mas aqui continuamos a ser escravizados pela Polícia da Guarda Fronteira, como que tivéssemos cometido algum que não tem perdão aqui na Lunda-Norte”.

O cidadão António, um dos habitantes daquela aldeia, disse que “nós aqui nessa via passamos muito mal nas mãos dos efectivos da Polícia da Guarda Fronteira, quando estivermos a circular com nossos bens alimentar somos submetidos a uma revista e temos pagado mil para dois controlos, sendo em cada controlo é quinhentos kwanzas, onde vai esses dinheiros que todos dias temos pagado aos polícias?”, questionou.

“Nós enquanto angolanos não devíamos pagar sequer um tostão, isso nos faz crer que continuamos a sermos escravizados, há uma outra colónia camuflado, e não só, aquele posto que está por cima da ponte do Rio Cuango tem se se remover”, acrescentou.

Soba da aldeia Kikunga confirma a existência de revistas e cobranças obrigatórias

O soba da aldeia Kikunga, confirmou a existência de vários “controlos iligais nessa via, argumentando que “não vamos admitir que a Polícia da Guarda Fronteira continue a cobrar dinheiros para que a população circule naqueles arredores”.

Revelou que, para além dos 500 kwanzas que são pagos pelos transeuntes, os agentes da Polícia de Guarda Fronteira (PGF), exigem aos automobilistas a quantia de 2000 mil kwanzas a cada viatura que lá circula e aos homens de motorizadas o pagamento de 1000 kwanzas, por cada posto de controlo montado na referida via.

Segundo aquela autoridade tradicional não tem sido fácil circular livremente nessa via, quer angolanos assim como estrangeiros para passar nesses controlos, primeiramente a população lhes levam a um Jango construída pela policia da Guardada Fronteira pertencente a 6ª Unidade da Brigada da Guarda Fronteira, são submetidos a uma revista e no fim pagam os valores depois são permitidos, sem estes procedimentos estabelecidos não passam”, contou.

Dada a situação, os activistas e defensores de direitos humanos, num encontro com actual delegado do Comando Provincial, tendo abordado o assunto, tendo na ocasião recebido a garantia de que, apesar de terem sido criadas no tempo do comandante cessante, o actual responsável da corporação orientou a investigação para que se coloque fim às cobranças.

Garantiu a livre circulação de pessoas bens naquele troco, e não só, acrescentando que “o posto da Guarda Fronteira tem de ser montado na fronteira com a República Democrática do Congo (RDC) e não por cima da ponte”, referiu.

Radio Angola

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