Hackers que invadiram UNITEL exigiram resgate em criptomoedas de 300 mil milhões Kz o equivalente ao valor da venda de 15% das acções
Os hackers responsáveis pelo ataque cibernético que paralisou vários serviços da UNITEL terão exigido um resgate de 300 mil milhões de kwanzas para desbloquear os sistemas da operadora.
A informação foi avançada pela revista Economia & Mercado (E&M), que cita uma fonte da empresa conhecedora do processo.
Segundo a publicação, o ataque, ocorrido na madrugada de terça-feira, 28 de Julho, terá como pano de fundo o recente processo de venda, em bolsa, de 15% das acções da UNITEL.
Os criminosos informáticos terão exigido um montante equivalente ao valor arrecadado pelo Estado com a operação, impondo que o pagamento fosse efectuado em criptomoedas.
De acordo com a fonte citada pela Economia & Mercado, os atacantes conseguiram aceder à plataforma de acesso remoto da operadora e encriptar dados essenciais da infraestrutura tecnológica, comprometendo o funcionamento do Data Center e obrigando a uma intervenção técnica de elevada complexidade.
“Foi um ataque à nossa rede. Invadiram a nossa aplicação para acesso remoto e conseguiram encriptar os nossos dados. Isso está a levar a uma grande intervenção técnica para recuperar o nosso Data Center”, afirmou a fonte à revista.
A mesma fonte assegura que a administração da UNITEL recusou ceder às exigências dos atacantes, rejeitando efectuar qualquer transferência em criptomoedas.
Entretanto, a recuperação dos serviços continua a ser feita de forma faseada.
Ainda na noite de quarta-feira, 29 de Julho, vários clientes voltaram a ter acesso à rede, enquanto equipas técnicas prosseguiam os trabalhos de estabilização dos sistemas, com especial incidência sobre a plataforma de billing, responsável pela facturação dos serviços.
A Economia & Mercado refere igualmente que, apesar da gravidade do incidente, não existem indícios de que os hackers tenham conseguido retirar fundos das contas da empresa.
A identidade e a origem dos autores do ataque continuam por apurar. Contudo, a fonte citada pela revista admite que existe a possibilidade de os responsáveis terem ligação ao território nacional.
Até ao momento, a UNITEL não emitiu um comunicado público a confirmar oficialmente as alegadas exigências de resgate, mantendo apenas a informação de que continua a trabalhar na normalização integral dos seus serviços.
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