PRA-JA exige esclarecimentos sobre interrupção da UNITEL e condena agressão de militantes no Huambo

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O PRA-JA Servir Angola, formação política liderado por Abel Chivukuvuku manifesta-se preocupado com os níveis de intolerância política, que se regista no país, com maior enfoque à província do Huambo, onde segundo os servidores, um grupo de militantes supostamente afectos à JMPLA na localidade da Galanga, atacou apoiantes do PRA-JA.

A preocupação foi manifestada em conferência de imprensa, realizada nesta segunda, 3, na sua sede em Luanda, pela secretária para Comunicação e Marketing do PRA-JA Servir Angola, Teresa Chambula, que denuncia que as alegadas agressões aconteceram no sábado, 1 de Agosto do ano em curso, no município da Galanga, província do Huambo, contra membros da equipa do secretário provincial.

Na declaração, Chambula assinalou que a delegação terá sido atacada por indivíduos “ligados à juventude do MPLA, resultando em agressões físicas a dois membros da comitiva e na subtracção de um telemóvel, posteriormente recuperado pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC)”.

Face ao ocorrido, o PRA-JA Servir Angola reafirma o seu compromisso com a paz, a tolerância política e o respeito pelos princípios democráticos, apelando ao esclarecimento dos factos e à responsabilização dos autores.

De acordo com o documento, o partido dos servidores renova o compromisso com a construção de uma Angola mais resiliente, moderna e democrática, reiterando que continuará a colocar os interesses dos cidadãos acima de quaisquer outras considerações, por ocasião dos seus sete anos de existência.

Preocupação com “apagão” da UNITEL

Um dos principais pontos da declaração incide sobre a interrupção dos serviços da UNITEL – maior operadora de telefonia móvel do país, situação que, para o partido PRA-JA, afectou milhões de cidadãos, empresas e instituições públicas e privadas em todo o território nacional.

O PRA-JA considera que a dimensão do incidente exige um esclarecimento objectivo por parte das autoridades competentes, defendendo igualmente uma reflexão sobre o investimento nas infra-estruturas tecnológicas, na formação de quadros especializados e no reforço da capacidade nacional de resposta a incidentes cibernéticos.

A formação política solidariza-se ainda com os cidadãos e agentes económicos afectados, apelando à realização de uma investigação rigorosa, transparente e célere, com responsabilização dos eventuais autores e adopção de medidas que impeçam a repetição de situações semelhantes.

Sete anos de afirmação no cenário político angolano

O PRA-JA Servir Angola foi fundado a 2 de Agosto de 2019 por Abel Epalanga Chivukuvuku, que lidera a organização. Nesta conferência de imprensa, que assinalou o 7.º aniversário, a organização diz que reafirma o seu compromisso de construir um país democrático nos marcos da Constituição da República e da Lei.

Sob o lema: “7 anos de existência, prontos para governar e realizar os angolanos”, o partido destaca o percurso desde a sua fundação até à sua legalização, alcançada em Outubro de 2024, sublinhando que o processo foi marcado por persistência e resiliência.

Actualmente, de acordo ainda com a declaração, o PRA-JA Servir Angola encontra-se implantado nas 21 províncias do país, com estruturas organizadas em 298 dos 326 municípios, considerando este crescimento como um sinal da consolidação da organização política, que admite que vai ser poder ou parte do poder em 2027.

Radio Angola

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