Camama: Administradora reúne domingo e orienta envio de documento ao GPL para pedir terreno em disputa com Konda Marta

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A administradora municipal da Camama, Claudeth Fragoso está a ser apontada de ter convocado, neste domingo, 2 de Agosto, uma reunião com os membros da instituição pública, em que alegadamente terá admitido a solicitação, ao Governo Provincial de Luanda (GPL) de um terreno, que na sexta-feira, 31 de Julho, um grupo de fiscais da mesma administração e polícias do comando municipal destruíram as cubatas de chapas de mais de 150 famílias, supostamente abandonadas no local pela Administração e que terão sido acolhidas pela empresa Konda Marta há mais de um ano.

Segundo informações a que este portal teve acesso, o terreno em causa corresponde à área onde foram demolidas mais de 300 cabanas pertencentes às famílias que aguardam pela construção do Complexo Habitacional “TC Neto”, da empresa Konda Marta.

A acção de sexta-feira, 31, resultou ainda na destruição de um muro de vedação com aproximadamente 500 metros quadrados, apesar de os fiscais da Administração da Camama e efectivos da Polícia Nacional terem encontrado licenças de vedação e de construção.

De acordo com as informações recolhidas, o objectivo da eventual solicitação seria comunicar que o referido terreno não está a ter a utilidade que seria necessária, por isso apresenta condições para a implementação de projectos de impacto social por parte do Estado.

As mesmas fontes alegam que a operação contou com o apoio do comandante municipal da Camama, Alfredo Minga. Acrescentam ainda que, durante a intervenção, além da destruição de um quintal, terão sido queimados documentos, incluindo uma licença, e derrubadas duas estruturas de suporte.

Fontes que acompanham o processo contam que a operação de despejo terá sido coordenada pelo administrador-adjunta para a Área Técnica e pela comandante da Esquadra da Polícia de Vila Kiaxi, identificada como inspectora Joana.

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