Isidro Kanganjo colocado em liberdade 24 horas depois da detenção por ordem do administrador adjunto do Calumbo

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O jornalista e director do portal de notícias “Factos Diários”, Isidro Kangandjo, foi posto em liberdade ao fim da tarde deste sábado, 26 de Setembro, após permanecer mais de 24 horas detido na Esquadra Policial do Zango-1, no município do Calumbo, província do Icolo e Bengo, na sequência da sua detenção pelo SIC, alegadamente a mando do administrador-adjunto para Área Técnica da Administração do Calumbo, Joélson Gomes.

A libertação do profissional da comunicação social ocorreu depois de uma mobilização de jornalistas, activistas e membros de movimentos cívicos, que permaneceram concentrados em frente à esquadra policial em solidariedade ao jornalista, defendendo a sua libertação e contestando a legalidade da detenção, sem culpa formada.

Para a libertação do Isidro Kanganjo, houve intervenção imediata do Comandante Provincial da Polícia Nacional no Icolo e Bengo, Comissário, Franco e da directora Provincial do Serviço de Investigação Criminal (SIC), Conceição Nhanga.

Acompanhado pelo seu advogado, Isidro Kangandjo reencontrou a família e, em declarações à imprensa, o jornalista afirmou não compreender a actuação de alguns dirigentes quando jornalistas procuram o contraditório para garantir a veracidade das informações.

Segundo o escriba, o contacto para a entrevista teria sido inicialmente estabelecido pelo Gabinete de Comunicação da Administração Municipal, ficando agendada uma abordagem ao administrador municipal adjunto para a Área Técnica, Joelson Gomes.

A detenção ocorreu quando Kangandjo realizava diligências para ouvir a versão da Administração sobre denúncias de alegada venda e ocupação ilegal de terrenos na Urbanização Vida Pacífica, no município do Calumbo, apontadas por moradores ao administrador adjunto da Área Técnica.

O seu advogado, Jaime Domingos garante que o caso vai seguir os seus trâmites legais, e com a normal responsabilização criminal do administrador adjunto para Área Técnica da Administração Municipal de Calumbo, Juelson Gomes, “que terá o competente processo-crime pela sua atuação num aberto abuso de poder”.

A classe jornalística condenou o episódio e reafirmou o compromisso de continuar a exercer a actividade profissional, defendendo o respeito pela liberdade de imprensa e de expressão consagrada na legislação angolana.

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