Administração Municipal do Kilamba acusada de “atribuir poderes” a cidadão Francisco Chaves para legalização de terrenos
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O presidente da Associação Nacional de Empresas de Manutenção Predial (ANEMP), Francisco Chaves está a ser acusado pelos camponeses da Cooperativa Agropecuária Filhos de Antigos Combatentes Bita Tanque Kakati RL, no município do Kilamba, em Luanda, de ocupar de forma indevida das suas parcelas de terra, com alegada conivência da Administração Municipal do Kilamba.
Segundo os reclamantes, a Administração local, na pessoa do seu titular, Arlindo Francisco Vieira dos Santos, terá atribuído “poderes” ao cidadão Francisco Chaves para passar declarações aos utentes que pretendam legalizar terrenos no Kilamba, mesmo não sendo funcionário da referida administração.
O Club-K esteve no Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa (GCII) da Administração do Kilamba para obter esclarecimentos sobre às denúncias dos cidadãos, mas a Administração Municipal não manifestou disponibilidade na altura para falar sobre o assunto, exigindo que fosse feita uma solicitação por escrito com vista a reacção do administrador.

Entretanto, o vice-presidente da cooperativa, Lucas Mungamba Fly, o conflito remonta a 2019, período em que Francisco Chaves terá surgido na área apresentando propostas de indemnização aos agricultores para que abandonassem os espaços que ocupam.
Os camponeses afirmam possuir documentação que comprova a titularidade dos terrenos e denunciam ainda actos de intimidação e agressões físicas contra alguns membros da organização.
Por sua vez, o empresário Luís Benga, proprietário de um terreno adquirido recentemente junto da cooperativa, também denuncia dificuldades para legalizar o espaço. Segundo relata, a Administração Municipal do Kilamba tem condicionado o processo de regularização à obtenção prévia de uma autorização emitida por Francisco Chaves.
Luís Benga considera a situação prejudicial ao investimento privado e revela que pretende instalar no local uma fábrica de produção de fuba.
O projecto, segundo afirma, poderá criar mais de 500 postos de trabalho para jovens da zona, contribuindo para a redução do desemprego e para o fortalecimento da produção nacional.

Os camponeses e o empresário apelam à intervenção das autoridades competentes para a resolução do litígio e a clarificação da situação fundiária na área.
Apesar da insistência, não nos foi possível obter uma reacção de Francisco Chaves nem do administração do Kilamba, Arlindo Francisco Vieira dos Santos sobre as acusações apresentadas pelos cidadãos da cooperativa.
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