PCA do Porto do Lobito actualiza seu salário na ordem de 12 milhões kwanzas e gera revolta no seio dos trabalhadores

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O Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Porto do Lobito, Celso Rosas, teria supostamente actualizado o  seu salário mensal  e doutros administradores a 12 milhões de kwanzas,  enquanto os trabalhadores reclamam o ordenado de 121  a 150 mil mensal .

O Porto de Lobito, firmou-se com palco de má gestão, exploração e intimidação dos funcionários que ousam exigir as melhores condições de trabalho e actualização de salário .

As constantes fricções entre o sindicatos dos trabalhadores e o conselho de administração, moveu a NSISA REFLEXÕES para uma investigação profunda,  e documentos em nossa posse,  demonstram as assimetrias salariais entre os administradores, diretores, assessores do PCA, chefes dos departamentos e os trabalhadores normais , tais disparidades, associadas  as más condições de trabalho e intimidações constantes, constituem-se como a  base da má gestão da instituição.

Apuramos, no dia 14 de agosto de 2006, o conselho de administração, realizou um encontro de auscultação com os trabalhadores na casa do Pessoal, que visava promover a paz laboral , entretanto no decorrer do acto, a administradora, Maria Madalena, face às reclamações do aumento salarial, terá dito alto e em bom som que,  o Porto de Lobito não tem árvore de dinheiro para actualização dos salários e o PCA , Celso Rosas, após ter tido uma abordagem que promovia a união,  quando questionado sobre o incumprimento das promessas,  partiu  igualmente para as intimidações consideradas constantes e cíclicas pela classe trabalhadora.

Celso Rosas , também quando confrontado pelo secretário do sindicato e o ter dito que o seu comportamento ofende bastante os funcionários durante as reuniões, o PCA, pôs-se a chorar ao público, atitude considerada, manipuladora e de um vitimismo sem precedentes.

De acordo o documento em nossa posse, o PCA e o os administradores não executivos , terão aprovado um aumento salarial na ordem de 12 milhões de kuanzas para si mesmo, entretanto o sindicato dos trabalhadores tem vindo a exigir actualização salarial há anos e sem resposta plausível.

A informação deste aumento astronômico e injusto face aos salários pagos aos técnicos que põem a mão na passa 24h ao dia  e também aos chefe de departamento que auferem o ordenado extremamente baixo,  tornaram-se como factores de reclamações , desmotivação e improdutividade constantes .

A nossa investigação fez saber também que, o PCA e os administradores não executivos, no mês de março e o abril de 2026, auferiram o ordenando na ordem de 12 milhões de kwanzas da nova tabela , mas depois que os trabalhadores tomaram conhecimento, reduziram o valor e como consequência, foi exonerada a secretaria do conselho da administração por ter sido acusada de vazar os documentos confidenciais.

Acusação esta, que nunca foi provada em sede  de um processo disciplinar junto do RH

Face a isso, os trabalhadores questionam, se o PCA e administradora, Maria Madalena,   catalogada como rainha da arrogância no seio dos trabalhadores, alegam regularmente nas reuniões que não há liquidez para o aumento de salário , como foi possível criar-se uma nova tabela salarial clandestina com ordenados acima de 12 milhões de kwanzas ?

Ademais, perguntam, um porto com tantos projectos que produzem resultados milionários, um funcionário aufere 121 mil e  um director tem salário mensal de 610 mil kwanzas , entretanto com estes salários míseros , o PCA tem mesmo a basófia ds gabar-se nas reuniões em ser bom gestor?

Screenshot

Afinal o que ser bom gestor, é explorar os outros enquanto o conselho de administração vive do bom e melhor em Angola e no exterior, mas  os nossos filhos que veem os pais abandonarem  as casas nas madrugadas e noites, vivem com  as barrigas apertadas e nós que damos no duro, sempre presos nas promessas vazias ??

A investigação constatou  igualmente que, o clima  entre os trabalhadores e o conselho de administração do Porto de Lobito, está cada vez mais tenso, exige auditorias independentes e intervenção de quem tem competência institucional para o efeito , porque  os níveis motivacionais dos funcionários estão aquém do desejado para uma empresa do  sector estratégico para a economia nacional.

A nossa redação  redação, tentou o contacto com o PCA, Sr. Celso Rosas e também com a administradora Maria Madalena, mas se sucesso.

Fonte: NSISA REFLEXÕES

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