Ministra da Saúde defende comunicação mais próxima e centrada no cidadão visando humanização dos serviços

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A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, defendeu, este domingo, em Luanda, que a comunicação em saúde desempenha um papel determinante na qualidade dos serviços prestados à população e no fortalecimento da confiança no sistema sanitário.

No seu discurso de abertura do Workshop Nacional sobre Comunicação em Saúde, que decorre até esta segunda-feira, 6 de Junho, no Centro de Convenções de Talatona (CCT), em Luanda, sob o lema “Comunicação Estratégica, Humanização dos Serviços e Confiança Pública: Construindo o Novo Paradigma do Sistema Nacional de Saúde em Angola”, assinalou que a qualidade da assistência não depende apenas da competência técnica dos profissionais.

“A qualidade dos cuidados de saúde depende igualmente da capacidade de comunicarmos mais e melhor, de escutarmos com atenção, de informarmos com transparência e de envolvermos as pessoas nas decisões que dizem respeito à sua própria saúde”, sublinhou.

Segundo a ministra, esta é a visão que o Executivo pretende consolidar, promovendo uma comunicação mais próxima, eficaz e centrada no cidadão.

Sílvia Lutucuta recordou que as recentes emergências de saúde pública demonstraram que a preparação para responder a crises sanitárias não depende exclusivamente da capacidade técnica do sistema de saúde, mas também da forma como a informação é transmitida antes, durante e após uma emergência.

“Nenhum sistema de saúde, por mais forte que seja, consegue proteger plenamente a população se a informação não chegar às pessoas de forma clara, atempada e credível”, afirmou.

A ministra destacou que a comunicação de risco e o envolvimento comunitário são actualmente reconhecidos como capacidades essenciais para a prevenção, preparação e resposta às emergências de saúde pública.

Neste contexto, reconheceu que as comunidades são parceiras fundamentais na detecção precoce dos riscos e na implementação de respostas eficazes às emergências sanitárias.

“É esta participação activa que contribui para desenvolver comunidades mais preparadas, resilientes e capazes de enfrentar as actuais e futuras emergências”, frisou.

Para Sílvia Lutucuta, investir na comunicação de risco representa um investimento na segurança sanitária do país, reforçando a capacidade de prevenção, resposta e protecção da saúde pública.

José Octávio Van-Dúnem defende comunicação humanizada

Na sua intervenção como um dos prelectores, o académico José Octávio Van-Dúnem defendeu, a adopção de uma comunicação mais humanizada, acessível e transparente entre profissionais, utentes e instituições.

O docente universitário sublinhou que a comunicação é um factor determinante para fortalecer a confiança dos cidadãos e melhorar a qualidade dos serviços de saúde.

Durante a palestra subordinada ao tema “comunicação, ética, liderança e desenvolvimento humano”, o especialista entende que a comunicação constitui o primeiro acto terapêutico e desempenha um papel essencial na humanização do Sistema Nacional de Saúde.

Segundo José Octávio Van-Dúnem, a eficácia das políticas de saúde depende também da capacidade de transmitir mensagens claras e adaptadas à realidade das comunidades, defendendo o respeito pela diversidade cultural e linguística do país para que as campanhas de prevenção, vacinação e tratamento alcancem melhores resultados.

O pesquisador sublinhou ainda que a transparência e a prestação de contas devem integrar a rotina das instituições de saúde, contribuindo para reduzir a desconfiança dos cidadãos e reforçar a credibilidade do sistema.

O evento, que decorre no Centro de Convenções de Talatona, encerra esta segunda-feira, 6, reunindo membros do Executivo, especialistas, académicos, entre outros convidados.

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