Regime aperta cerco a Francisco Teixeira após ser constituído arguido

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O activista cívico, Francisco Teixeira, que lidera o Movimento Social para Mudança (MSM) poderá responder, na próxima semana, a duas notificações do Serviço de Investigação Criminal (SIC), em Luanda, após ter sido interrogado recentemente em queixa-crime apresentado por um cidadão de nacionalidade chinesa, residente na cidade de Moçâmedes, província do Namibe, por alegada calúnia e difamação nas redes sociais.

Francisco Teixeira, antigo presidente do Movimento dos Estudantes Angolanos (MEA), lidera uma organização, que se assume como a nova plataforma cívica de mobilização dos jovens para exigir mudança social rumo às eleições de 2027, pois entende que o actual regime demonstra-se incapaz de garantir uma governação inclusiva baseada na justiça social.

No dia 28 de Agosto de 2026, o responsável do Movimento Social para Mudança foi notificado pelo chefe interino do Departamento de Combate aos Crimes Contra as Pessoas do SIC-Luanda, que em companhia do seu advogado, foi ouvido por largas horas, pelo instructor Edvaldo Oliveira, nas instalações do Comando Provincial de Luanda.

Segundo apurou o Club-K, após o interrogatório, Francisco Teixeira foi constituído arguido e posto sob Termo de Identidade Residência (TIR). De acordo com a transcrição do despacho do processo nº 41058/2026-Lda e expediente nº 5043/2026-02, da leitura dos autos, depreende-se haver indícios da prática do crime de difamação e calúnia, previsto e punível pelo artigo 214.º e 215.º ambos do Código Penal. “Assim sendo, constituído arguido Francisco Teixeira, nos termos do nº 1, do art.º 64.º ambos do C.P.P”, lê-se no despacho da Procuradora da República, Arminda Fernandes da Costa.

Fontes consultadas revelam quem o regime tenciona apertar cerco contra Francisco Teixeira, com mais duas notificações pelo SIC a partir da próxima semana, cujo propósito, segundo referem, limitar as acções e os passos de mobilização de mudança nas Eleições Gerais de 2027, que Teixeira e o seu movimento cívico têm levado a cabo, principalmente na capital do país.

Alguns círculos do regime entendem que os seus posicionamentos atiçam a subversão da juventude despertando cada vez mais a consciência crítica dos cidadãos à governação do MPLA, no poder há 50 anos.

O Movimento Social para a Mudança (MSM) é uma nova organização da sociedade civil que surgiu como mais um grupo de pressão ao Governo, lançado no início de Março deste ano, em Luanda.

Francisco Teixeira, ex-líder do MEA afirma que a nova plataforma cívica quer mobilizar jovens e comunidades para exigir mudanças sociais e reforçar a participação nas próximas eleições previstas para o mês do próximo ano.

Fonte: Club-K.net

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