Polícia da Camama acusada invadir terreno da Konda Marta por alegada orientação da Administração Municipal
Um grupo de efectivos da Polícia Nacional do Comando Municipal da Camama está a ser acusado de ter “invadido” a meio da manhã desta quinta-feira, um terreno da empresa Konda Marta, localizado nas proximidades do Campus Universitário da Universidade Agostinho, em Luanda, onde deteve um dos trabalhadores da empresa, Dário Francisco Dala, cujo paradeiro ainda é desconhecido.
Os agentes armados, de acordo com as imagens captadas pelos camponeses no local, fizeram acompanhar de patrulhas do Comando da Camama e da Esquadra da Vila Kiaxi, supostamente mandatados pelo comandante municipal, superintendente-chefe, Alexandre Minga, com o suporte da comandante da Vila Kiaxi, identificada apenas por Joana, com a patente de inspectora-chefe, que no local garantia a protecção de uma máquina que pretendia fazer a limpeza do espaço da empresa.
No terreno, os efectivos alegaram que a acção estava a ser praticada em obediência às “orientações superiores” da Administração da Camama, tendo apontado o nome do administrador-adjunto para a Área Técnica, Infraestruturas e Serviços Comunitários do Município da Camama, Paciência Gunge Curinge.

O director do gabinete jurídico da empresa Konda Marta, Joaquim Capratos deslocou-se até à Administração Municipal da Camama com vista a apurar os factos, e não obtendo uma resposta, contactou ao telefone o administrador-adjunto área técnica.
Na conversa, o governante negou ter dado qualquer orientação para actuação dos agentes da ordem e reconheceu igualmente que o terreno em causa pertence à empresa Konda Marta.

