Mais de 160 bolseiros do MINSA seguem para formação no Brasil com financiamento do Banco Mundial

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O Governo angolano formalizou, esta quarta-feira, 18 de Fevereiro, o envio de 163 profissionais de saúde para formação especializada na República Federativa do Brasil, no quadro do Projecto de Formação de Recursos Humanos para a Cobertura Universal de Saúde em Angola (P180631), financiado pelo Banco Mundial.

O acto oficial de acolhimento e orientação dos bolseiros decorreu no Complexo Hospitalar General do Exército Pedro Maria Tonha “Pedalé” e foi presidido pela ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, que considerou o momento “histórico” para o sector da Saúde em Angola.

Das 1.291 vagas disponibilizadas pelo Governo do Brasil, foram seleccionados 800 profissionais, sendo que, destes, 163 partem para o Brasil no próximo sábado, dia 21 do mês em curso.

Os bolseiros irão frequentar estágios de curta e longa duração (até quatro anos), programas de especialização, mestrados e doutoramentos, em áreas consideradas estratégicas para o reforço e modernização do Sistema Nacional de Saúde.

Na sua intervenção, a ministra da Saúde destacou que o envio simultâneo deste número expressivo de quadros representa um avanço significativo na execução do plano que prevê a formação de 38 mil profissionais em cinco anos, sendo apenas 20% formados no exterior.

“Vocês são os escolhidos. Têm a responsabilidade de absorver conhecimento suficiente para formar outros. Serão formadores de formadores”, salientou.

A governante sublinhou igualmente que o investimento na qualificação integra o esforço do Executivo liderado pelo Presidente da República, João Lourenço, que já promoveu a admissão de mais de 46 mil profissionais de saúde por via de concursos públicos, reforçando simultaneamente as infra-estruturas e valorizando o capital humano do sector.

Num discurso marcado por conselhos práticos e apelos à ética profissional, Sílvia Lutucuta incentivou os bolseiros a representarem Angola com dignidade, disciplina e elevado sentido patriótico. “Levem a bandeira do nosso país. Se ninguém tiver saudades vossas quando regressarem, é porque não fizeram um bom trabalho”, alertou.

A ministra da Saúde partilhou ainda a sua experiência enquanto antiga bolseira do Estado, defendendo que o sucesso académico e profissional no exterior exige humildade, respeito pelas instituições, espírito de equipa e dedicação plena à aprendizagem.

Dirigindo-se particularmente aos enfermeiros, reforçou o papel central da enfermagem nas equipas multidisciplinares, considerando-a “a espinha dorsal do sistema de saúde*”.

Durante a sessão, foram apresentadas as normas do programa, direitos e deveres dos bolseiros, bem como aspectos ligados à gestão de riscos ambientais, sociais e de Violência Baseada no Género (VBG).

De acordo com o Ministério da Saúde (MINSA), o programa estabelece que os beneficiários devem regressar ao país e permanecer no sector público por um período mínimo definido contratualmente. O incumprimento implica a devolução dos montantes investidos pelo Estado.

De ressaltar que os 163 profissionais são provenientes de várias províncias do país, nomeadamente Cabinda, Zaire, Uíge, Luanda, Benguela, Huambo, Huíla, Bié, Moxico, Lunda Norte, Lunda Sul, Cuando Cubango, Cunene e Namibe, “reflectindo o carácter nacional e inclusivo da iniciativa”, reforça o MINSA em nota de imprensa.

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