Líder da UNITA afirma que Governo do MPLA se manifesta “incapaz” de resolver problemas básicos do povo

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O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, manifestou-se preocupado com a situação política vigente no país e afirmou que executivo angolano suportado pelo MPLA, mostra-se incapaz em dar resposta aos problemas que afligem os cidadãos.

Adalberto Costa Júnior que discursava na manhã deste sábado, 10, no complexo Sovsmo em Luanda, durante a abertura da VI reunião ordinária do Comité Permanente da comissão Política do seu Partido, disse igualmente, que a justiça colocou-se à margem das suas responsabilidades e os factos recentes, exigem da UNITA, tomadas de medidas para resolução da crise sociopolítica vigente no país.

Adalberto Costa Junior, disse que, o governo liderado por João Lourenço, tem se afastado das suas responsabilidades causando sofrimento às populações, desemprego, crise socioeconómica, por causa de monopólios criados pelo MPLA.

O líder da maior força política na oposição lamentou a alegada falta de liberdade de expressão e perseguição de adversários políticos. Adalberto Costa Júnior pediu o fim às mortes arbitrárias no país.

Na sua intervenção, Adalberto Costa Júnior, considerou que a eliminação da subvenção no preço da gasolina como uma medida necessária, apesar de pecar na escolha da sua implementação.

“Afirmamos publicamente que eliminar a subvenção dos combustíveis constitui uma medida necessária, mas que peca pelo timing e as medidas complementares a sua implementação”, frisou o líder da UNITA.

No entanto, o político adiantou que o Governo ainda não apresentou uma fundamentação que justifique a ausência da prossecução económica da estrutura produtiva do país, razão pela qual não é possível caracterizar as políticas adoptadas para o fomento da produção industrial associada à cadeia de petróleo e gás.

O líder da UNITA adiantou que, apesar disso, o governo tem interferido na definição dos preços de bens e serviços, em sectores da economia, como os transportes rodoviários e energético, por se tratarem de componentes chave de mobilidade espacial pela população, sem, contudo, usar convenientemente os mecanismos de promoção da transparência e acesso a informação, essenciais para a consolidação do regime democrático e para a definição de políticas públicas que sirvam o bem estar das populações.

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