Konda Marta acusa funcionário do IGCA de se juntar à Administração da Camama na usurpação de terrenos da empresa
A empresa Konda Marta denuncia que, na manhã desta quinta-feira, 20 de Agosto, foi descoberta, nenhum terreno onde foram destruídos as casotas de chapa e bens de famílias vulneráveis, com um grupo de mais de 300 pessoas transportadas por diversas viaturas e foram instaladas no espaço, após a Polícia e a Fiscalização da Camama terem corrido com o pessoal que estava sob o controlo da Konda Marta.
Segundo dados apurados, um dos funcionários do Instituto Geográfico e Cadastral de Angola (IGCA), identificado apenas por Paulo, que pode ser contactado pelo terminal telefónico: 924765984, terá de ser juntado à Administração Municipal da Camama para fazer frente aos terrenos em disputa.
Em alegado conluio com a administração, agentes da polícia e da fiscalização, foram recrutados vários cidadãos em muitos pontos de Luanda no número acima de três, que foram colocados no terreno de Konda Marta, com vista a impedir as obras da empresa e ser ocupado para fins pessoais.
Fontes próximas do processo descrevem que os cidadãos contratados se fazem passar por funcionários do Instituto Geográfico e Cadastral de Angola (IGC), mas o propósito será a ocupação do referido terreno de largos hectares, que é uma empresa chinesa que pretende adquirir o espaço para fins comerciais, num terreno que a empresa Konda Marta alega ser a sua propriedade.
No terreno, existiam mais de 150 famílias vulneráveis, que foram acolhidas desde 2025 pela empresa Konda Marta, que na sexta-feira, 14 de Agosto, acusou a Administração Municipal da Camama de ter destruído e incendiado, habitações precárias e diversos bens pessoais, incluindo roupas e alimentos.
Segundo depoimentos de famílias, relatados pelo Club-K, a operação ocorreu em uma área onde as vítimas foram instaladas e deixaram várias pessoas, incluindo idosos, sem abrigo e sem seus pertences.
As vítimas atribuem a orientação da operação à administradora municipal da Camama, Claudineth Victória Damião Fragoso.
De acordo com os relatos, a intervenção no terreno terá sido coordenada pelo administrador adjunto para a área técnica, Paciência Curinge, com a participação de efetivos da Polícia Nacional, alegadamente sob comando da inspetora Joana Audácia, comandante da Esquadra da Vila Kiaxi.

