Crescimento da indústria transformadora com impacto directo no sector não petrolífero

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Ministro da Indústria e Comércio afirmou que a indústria transformadora no país tem assumido um papel cada vez  mais relevante na economia não petrolífera, sobretudo em 2025 quando o valor acrescentado bruto deste sector registou uma aceleração significativa.

Rui Miguêns de Oliveira, apresentou, na sexta-feira, 13 deste mês,  em Luanda, a perspectiva de crescimento do sector com realce para a indústria transformadora, que na sua perspectiva, cresceu 13,82% e  16,46% no terceiro e quarto trimestre de 2025.

Ao discursar na abertura do Vi Fórum Indústria promovido anualmente pelo Jornal Expansão, que debateu a “competitividade e crescimento da indústria em angola”, o governante garantiu que a indústria transformadora tem assumido um papel cada vez mais relevante, permitindo, inclusive, se consolide como um dos motores do crescimento da  economia não petrolífera.

A evolução homóloga do sector atingiu cerca de 96,57% demonstra, de acordo com Rui Miguêns, a  forte recuperação da actividade produtiva e o aumento da capacidade industrial do país.

“Este desempenho tem um significado económico particularmente importante.  o crescimento das indústrias alimentares traduz-se directamente numa maior  capacidade do país para transformar a produção agrícola nacional, reduzir a  dependência das importações e reforçar a segurança alimentar”, frisou.

O índice de produção industrial, publicado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), refere, neste sentido, que o Índice Global de Produção Industrial registou uma variação mensal de 5,25% em Dezembro de 2025, sendo a indústria transformadora o segmento com maior  crescimento, registando uma expansão de 10,91%.

“Os dados mostram que este subsector [indústria transformadora] registou uma  expansão homóloga superior a 132%, com as indústrias alimentares  isoladamente a crescerem mais de 135%, evidenciando um dinamismo  muito significativo na transformação de produtos agrícolas e no abastecimento  do mercado interno”, mencionou. entre as indústrias com melhor desempenho, o ministro destacou a alimentar,  bebidas e tabaco.

Para o ministro da Indústria e Comércio, a industrialização “não é um processo que se constrói de um dia para o outro, tratando-se de uma transformação estrutural profunda que exige visão  estratégica, investimento, estabilidade macroeconómica e perseverança. os  progressos que hoje observamos na indústria transformadora demonstram que  angola está a dar passos firmes nesse caminho”.

“Se conseguirmos continuar a investir na produção nacional, reforçar o  ambiente de negócios e aprofundar a parceria entre o sector público e o sector  privado, estou convicto de que angola poderá construir uma base industrial cada vez mais sólida e competitiva, capaz de contribuir de forma decisiva para  o crescimento sustentável do país”, aventou.

Sobre o Ministério

O Ministério da Indústria e Comércio, abreviadamente designado por «MINDCOM», é o departamento ministerial auxiliar do Titular do Poder Executivo ao qual compete propor, formular, conduzir, executar, avaliar, controlar e fiscalizar as políticas do executivo nos domínios da indústria transformadora, da prestação dos serviços industriais, comércio, prestação de serviços mercantis, comércio rural e da reserva estratégica.

CK

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