Carlos Carmi classifica como realista discurso sobre estado da Nação e entende que “permitiu apresentar um quadro dos avanços alcançados”
O académico, empresário e militante do MPLA, Carlos Carmi considera que a apresentação dos dados sobre os avanços do país desde a chegada do Presidente João Lourenço à governação do país deve ser encarada com maior satisfação tendo em conta os resultados alcançados em vários domínios desde 2017.
Carlos Carmi, que analisou o discurso sobre o estado da Nação, proferido na quinta-feira, 15 de Outubro, pelo Presidente da República, João Lourenço, na abertura do 5º ano Legislativo da 5ª Sessão Legislativa da Assembleia Nacional, classificou como realista a intervenção do Chefe de Estado marcada pela apresentação de dados, que para o empresário, são relevantes sobre a situação do país.
Na sua avaliação, o discurso sobre o Estado da Nação, em obediência à imposição constitucional (artido 118º da CRA), “permitiu apresentar um quadro dos avanços registados nos diferentes sectores oferecendo elementos para uma apreciação do percurso da governação”.
Na sua apreciação, o discurso procurou retratar a realidade nacional, sem se limitar à apresentação dos resultados positivos. Para o académico, a relevância da comunicação do Presidente da República “reside também na possibilidade de identificar os progressos alcançados e os desafios que continuam a exigir respostas das instituições públicas”.
Carlos Carmi considera que o discurso de João Lourenço “é susceptível de uma avaliação positiva”, por entender que “a intervenção apresentou uma abordagem realista dos resultados estruturantes e funcionais alcançados durante o segundo mandato presidencial, iniciado na sequência das eleições gerais de Agosto de 2022”.
“Nesta perspectiva, o balanço do Executivo deve considerar tanto as realizações concretizadas como as limitações que persistem, permitindo uma compreensão mais abrangente da evolução do país”, disse.
O militante do MPLA entende que “os dados estatísticos e as informações apresentadas pelo Presidente da República não devem ser interpretados apenas como números destinados a ilustrar o desempenho da governação”.
Na sua perspectiva, esses elementos devem constituir uma base de análise para avaliar e aferir os ganhos alcançados por Angola desde a chegada de João Lourenço à Presidência da República, em Setembro de 2017.

