Administradora da Camama acusada de orientar destruição e queima de bens de famílias vulneráveis acolhidas pela Konda Marta

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A administradora da Camama é acusada de ter orientado a destruição e destruição, nesta sexta-feira, 14, bens entre roupas, comida e casas de chapas de mais de 150 famílias que vivem em estado de vulnerabilidade, que desde 2025, estão sob o acolhimento da empresa Konda Marta, dias depois de terem sido alegadamente abandonadas no espaço pela própria Administração Municipal, após a sua retirada num dos pontos de Luanda.

Segundo as vítimas, a acção foi orientada pela administradora Claudineth Victária Damião Fragoso, antes da sua viagem à cidade de Moçâmedes, província do Namibe, onde participou na 3ª edição da Semana do Desenvolvimento Local e na 12ª edição da Feira dos Municípios e Cidades de Angola.

No local, de acordo com relatos de famílias que dizem ficar sem abrigo, há rasto de destruição – numa operação que terá sido comandada pelo administrador adjunto para área técnica da Camama, Paciência Curinge, que contou com o suporte de efectivos da Polícia Nacional, sob o comando da inspectora Joana Audácia, comandante da Esquadra da Vila Kiaxi.

As forças de destruição dos casos e da rotina das famílias – muitas das idosas – contam igualmente com o apoio do chefe da fiscalização da Administração da Camama com os seus homens, que segundo apurou este portal, receberam a força para reprimir as camponesas e serem retiradas do espaço.

“Administradora da Camama e o seu adjunto para área técnica, voltam pessoalmente no terreno com dois tambores de gasolina a incendiaram todos os haveres das camponesas até que a última roupa foi queimada”, contou uma das testemunhas.

A empresa Konda Marta entende que a Administração da Camama “tem dívida com um grupo de cidadãos chineses, por isso, a administradora inclusive reuniu alguns funcionários do Instituto Geográfico e Cadastral de Angola (IGCA) para legitimar o acto criminoso”.

A Konda Marta alerta e lembra que, tal como tinha feito a antiga administradora dos bombeiros do Distrito Urbano da Cidade Universitária, Rosa Coelho, aquando da elaboração da lista de máfia dos terrenos da empresa, onde constava vários dirigentes do país dentre os quais o actual governador do Kwanza-Sul, a dados dos factos ministro do Interior colocados na posição número oito na lista”.

Refira-se que, o Presidente do Conselho de Administração da empresa Konda Marta enfrentou julgamentos em três tribunais diferentes. Nesta quinta-feira, 13, deve ser ouvido no Tribunal da Comarca de Belas, mas a audiência não aconteceu devido à ausência de um Procurador – representante do Ministério Público.

O próximo julgamento está marcado para o dia 21 de Agosto, na 5ª Secção dos Crimes Comuns do Tribunal da Comarca de Luanda Palácio Dona Ana Joaquina, acusada de calúnia e difamação, tendo como queixosos o então ministro Eugénio Laborinho, o actual comandante geral da Polícia Nacional, Francisco Ribas e o presidente do Movangola, António Sawanga, cujos factos remontam desde 2023.

A Administração Municipal da Camama mantém-se em silêncio, apesar da insistência da imprensa em pretender ouvir a sua versão, perante as denúncias constantes dos camponeses e da empresa Konda Marta, sobre a alegada violação dos seus direitos.

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