Hospital Pedalé atendeu mais de 10 mil doentes no primeiro ano desde que foi inaugurado
O Complexo Hospitalar General do Exército Pedro Maria Tonha “Pedalé”, em Luanda, atendeu 10.922 doentes, realizou 11.879 consultas, 1.002 cirurgias, 1.471 internamentos e 58.256 exames laboratoriais, durante o primeiro ano de funcionamento.
Os dados marcam o primeiro aniversário da instituição, inaugurada pelo Presidente da República, João Lourenço, que tem vindo a expandir a capacidade de diagnóstico, tratamento e formação de profissionais de saúde em Angola.
Em nota de imprensa tornada pública, a unidade sanitária refere que, entre os principais projectos em desenvolvimento está a implementação da Neurorradiologia de Intervenção, uma área altamente especializada que permitirá criar, de forma progressiva, capacidade nacional para o tratamento de determinadas patologias neurovasculares complexas, incluindo aneurismas cerebrais, malformações arteriovenosas, fístulas arteriovenosas e alguns casos de acidente vascular cerebral (AVC) agudo isquémico.
Paralelamente à actividade assistencial, o Complexo Hospitalar Pedalé aposta na formação de especialistas angolanos, contando actualmente com 157 internos de especialidade.
O director-geral do Complexo Hospitalar Pedalé, Albano Eugénio, citado numa nota de imprensa, considera a formação de especialistas angolanos um dos pilares fundamentais da estratégia da instituição.
“Estamos a criar capacidade nacional. O nosso objectivo é que o conhecimento venha para Angola, seja absorvido pelas nossas equipas e permaneça em Angola”, afirmou.
A implementação da Neurorradiologia de Intervenção assume também uma dimensão económica, ao contribuir para a redução da necessidade de transferência de doentes para o exterior do país para o tratamento de patologias neurovasculares que poderão passar a ser acompanhadas em Angola.
Para o Complexo Hospitalar, o desenvolvimento desta capacidade em Angola poderá contribuir para reduzir a necessidade de determinadas evacuações e os encargos associados ao transporte, internamento e tratamento no exterior.
“Investir na capacidade nacional é também criar condições para uma utilização mais eficiente dos recursos do Estado. Mas o valor desta capacidade não se mede apenas em dólares. Mede-se também no tempo, na proximidade das famílias e na possibilidade de tratar o paciente no seu próprio país”, lê-se.
A instituição defende que os recursos que possam ser poupados em determinadas evacuações poderão, progressivamente, contribuir para outras prioridades do sector, incluindo formação, equipamentos, tecnologia, capacidade diagnóstica e especialização profissional.

Formação constitui uma das principais apostas do Pedalé
Actualmente, 157 internos de especialidade encontram-se em formação na instituição, complementando uma estratégia que inclui programas pré e pós-graduados, Centro de Simulação e formação especializada em áreas de elevada complexidade.
Para o director-geral, a verdadeira autonomia na saúde não resulta apenas da aquisição de equipamentos. “A tecnologia, por si só, não cria autonomia. A autonomia nasce quando um país dispõe de profissionais capazes de utilizar, desenvolver e transmitir o conhecimento associado a essa tecnologia”, disse.

