UNITA diz ser inaceitável que parte de Angola continue em guerra
Por Radio Angola
O líder da UNITA, Adalberto Costa Júnior considera inaceitável que parte do território nacional ainda tenha guerra, referindo-se à província de Cabinda, onde o Grupo Parlamentar do “Galo Negro” realiza de 27 a 30 de Março, as XII Jornadas Parlamentares, sob o lema: “Pela autonomia, ao Serviço do Cidadão”.
Falando à imprensa à chegada no Aeroporto Maria Mambo Café, o presidente da UNITA classificou que “Angola não está bem e não é aceitável, que uma parte do território ainda tenha guerra, onde ainda se morre”.
Segundo Adalberto Costa Júnior, a UNITA constata alegadas violações dos direitos humanos em Cabinda e sublinhou que o seu partido tem feito o que está ao seu alcance “para ver se ajudamos a virar essa página para se fazer um país melhor”.
Disse que as jornadas de Cabinda vão discutir amplamente assuntos ligados ao poder local, com maior enfoque para assuntos relacionados com a necessidade de autonomia da província mais ao norte do país, tendo em atenção as suas especificidades geográficas por ser um território descontinuado.
“Estamos a terminar o trimestre de 2025, e nada melhor, virmos para as jornadas parlamentares, que têm como sabem, o grande apelo à questão da autonomia e do poder local, que são questões caras para Cabinda no seu todo, pois foram o motivo da nossa campanha”, disse.
O político lembrou que, no ano passado, quando esteve em Cabinda “voltamos a falar bastante dessa matéria e trabalhamos muito. Fizemos a inserção na Assembleia Nacional o pedido que tínhamos prometido, e portanto, estamos de novo cá para uma actualização, uma partilha, uma auscultação, mas também para uma palavra de esperança”.
Segundo Adalberto Costa Júnior, durante o último ano, a UNITA preparou a legislação submetida à Assembleia Nacional para a implantação do poder local “para podermos ir de encontro a aquilo que foram as nossas promessas, e portanto, vamos poder conversar e os deputados estão cá em força para trabalhar em todos os municípios”.
O presidente da UNITA adiantou que durante as XII Jornadas Parlamentares, os deputados e a liderança do partido vai manter encontros com membros da sociedade civil “com muita proximidade e de certeza que”, segundo o Adalberto Costa Júnior, “quando sairmos vamos deixar em vossas mãos os conteúdos absolutos daquilo que foi a produção do que são também as grandes expectativas dos cabindas”.
Depois da entrevista aos órgãos de comunicação social públicos e privados, no Aeroporto de Cabinda, o líder dos “maninhos” percorreu em passeata por algumas artérias da cidade até ao secretariado da UNITA, no bairro Artur Zau.
Ao falar aos militantes, amigos e simpatizantes que aguardavam, o político instou a população a exigir os seus direitos, numa província que disse produzir muita riqueza, que não reflecte a realidade sócio económico do povo.
No seu discurso de pouco mais de 30 minutos, Adalberto Costa Júnior acusou o partido no poder de ter instrumentalizado os órgãos de justiça no “caso atentado terrorista”, cujo julgamento decorre na província do Huambo, alegando que o processo tem por objetivo atacar o líder da UNITA.