Presidente do Partido Liberal envia “recados” aos líderes do MPLA e da UNITA
O presidente do Partido Liberal (PL), Luís de Castro, dirigiu uma carta aberta aos líderes do MPLA, João Lourenço e da UNITA, Adalberto Costa Júnior, onde defende a estabilidade do país, numa altura em que falta pouco mais de um ano e meio para as próximas Eleições Gerais, que devem acontecer 2027.
Na missiva institucional, o líder do Partido Liberal entende que a estabilidade de Angola deve prevalecer sobre as disputas partidárias, tendo focado nos desafios sociais como prioridade nacional.
Luís de Castro instou as duas maiores forças políticas do país a adoptarem uma postura de “elevada responsabilidade cívica e patriótica” perante a aproximação das eleições gerais de 2027. No documento, o presidente do PL ressalta que o tom do debate público e o comportamento dos militantes dependem diretamente da moderação vinda do topo das hierarquias políticas.
Para Luís de Castro, a experiência histórica de Angola exige que este período seja encarado com “prudência no discurso e elevação ética”. A carta destaca que, enquanto principais actores do cenário político, as lideranças do MPLA e da UNITA exercem uma influência determinante no ambiente de paz e na coesão nacional.
“A autoridade política e moral afirma-se pela capacidade de liderar com equilíbrio e respeito pelas instituições”, lê-se no documento, que apela ao desencorajamento de práticas de intolerância no seio das estruturas partidárias.
No mesmo documento o líder dos liberalistas recorda que a fome, a falta de água potável, as fragilidades na saúde e o desemprego “não têm natureza ideológica”, exigindo, por isso, um esforço convergente de todas as forças políticas.
O Partido Liberal termina o pronunciamento com um apelo direto ao diálogo construtivo e à convivência fraterna. O objetivo é que a competição democrática em 2027 se cinja ao plano das ideias e dos programas, preservando sempre a paz social.
O documento reforça a necessidade de se estabelecerem “consensos mínimos” e “pontes de entendimento” em matérias estruturantes, reafirmando que o interesse de Angola deve estar acima de qualquer disputa pelo poder.

