MOVANGOLA apresenta Plano Estratégico até 2027 para moralização das famílias
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O Movimento de Apoio Solidário de Angola (Movangola) apresentou, nesta sexta-feira, 23 de Janeiro, na véspera de mais um aniversário, o seu Plano Estratégico 2026/2027, visando a promoção de actos de moralização da sociedade, no âmbito da celebração dos 13 anos de existência da organização fundada a 25 de Janeiro de 2013.
Presidido pelo presidente do Movangola, António Alcino Sawanga, o acto central aconteceu numa das salas do Hotel Centro de Convenções de Talatona, em Luanda e contou igualmente com a participação de diversas personalidades políticas, religiosas, autoridades tradicionais e membros da sociedade civil.
No seu discurso de abertura, António Alcino Sawanga assinalou que, no quadro do presente Plano Estratégico, e dos seus estatutos, o Movangola “está vocacionado à realização de actividades capazes de contribuir para o desenvolvimento substancial das comunidades angolanas no país e na diáspora, com vista a proporcionar a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos”.
Pelo que, segundo o responsável, “nos últimos tempos, tem sido notório os grandes desafios sociais e económicos”, que na sua visão, afectam a vida das populações de modo geral em todo o país, nos domínios da aquisição de habitação, acesso ao emprego, segurança social, saúde, e educação, “não obstante os grandes esforços empreendidos pelo Executivo angolano, que tem vindo a empreender várias acções para o desenvolvimento de diferentes medidas de políticas públicas, que visam proporcionar a mitigação dos mesmos”.
Nesta perspectiva, disse António Sawanga, a sociedade civil angolana por via do Movangola, “reconhece que a resolução destes e outros assuntos, não depende única e exclusivamente do excelente desempenho do executivo por meio dos seus órgãos da administração central e local do Estado”.
Conforme sublinhou, o Movangola associa-se aos “esforços” do Governo angolano, apresentando o presente projecto denominado: “Angola minha terra, minha pátria e meu País”, que visa dentre outros objectivos, “elevar os níveis de cidadania patriótica da juventude e da sociedade em geral, na esperança de elevar os níveis de participação dos cidadãos, na perspectiva de envolver-se na vida pública e política do país, realizando acções sociais complementares a partir da sua comunidade local”.
Acções concretas até 2027
A Direcção Central do Movimento de Apoio Solidário de Angola agendou ao longo do ano de 2026, a realização de encontros sócio comunitários de reflexão e sensibilização contra actos de vandalização de bens públicos, práticas de abuso sexual contra menores e de violência doméstica.
O cronograma prevê ainda a realização de encontros de educação cívica para a exaltação de valores patrióticos, nos domínios de exercício de cidadania participativa, estabelecimentos de parcerias com instituições religiosas legalmente reconhecidas na República de Angola, no quadro da moralização da sociedade, nomeadamente o CICA, CEAST, AEA, FCA, LEIA e outras confissões eclesiásticas reconhecidas pelo Estado.
Pretende também apoiar as comunidades mais vulneráveis e assoladas pela fome e pobreza com bens de primeira necessidade, tais como produtos alimentares, higiénicos, água potável, e roupa usada, bem como apoiar as populações com utensílios de primeira necessidade, distribuindo meios fármacos e equipamentos hospitalares, cadeiras de rodas, meios motorizados, dentre outros que possam ajudar as populações das comunidades locais.

Falando aos órgãos de comunicação social, o líder do Movimento de Apoio Solidário de Angola anunciou igualmente a promoção de campanhas de cidadania por meio de “marchas patrióticas de sensibilização para a preservação do património público”, promoção e realização de debates comunitários, colóquios, conferências e festivais patrióticos.
Durante o período de 2026 a até Maio de 2027, António Sawanga adiantou que o Movangola pretende promover sessões públicas de apelo ao respeito dos órgãos de soberania e divulgação dos símbolos nacionais, no país e no exterior.
O acto central reservou, por outro lado, momentos de reflexão com os reverendos Vladimiro Agostinho e Sebastião Francisco, que abordaram o tema: “a vocação social da igreja na moralização da sociedade, sobre a prática de abusos sexual contra menores e a violência doméstica”.
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