Moradores travam tentativa de homicídio por homens armados no terreno da empresa Konda Marta na Camama
Um grupo de homens armados foi interceptado pelos funcionários da empresa Konda Marta, quando tentaram se introduzir no seio das mais de 150 famílias vulneráveis, supostamente abandonadas pela Administração Municipal da Camama, e que foram acolhidas pela empresa Konda Marta desde 2025, nas proximidades do Campus Universitário.
A denúncia foi avançada à nossa redacção do Club-K pelo moradores do conhecido Bairro TC Neto, que acusam supostos elementos da Administração da Camama e agentes da Esquadra da Polícia da Vila Kiaxi, de alegadamente terem “introduzido os marginais no seio das famílias com o intuito de criar homicídios e atribuir a culpa à empresa Konda Marta”.
“A Administração da Camama e o Comando da Esquadra da Vila Kiaxi, liderada pela inspectora-chefe, senhora Joana, subordinada do comandante Municipal da Camama Alexandre Mingas, introduzem um grupo de marginais para criar distúrbios”, apontaram.
As famílias contaram que “graças a intervenção dos funcionários e dos camponeses da Konda Marta conseguiram identificar os homens e levá-los à Esquadra da Polícia com as duas armas”, mas de acordo com o responsável, o cabecilha do grupo encontra-se foragido.
“O grupo é liderado por um cidadão conhecido por Marcelo Dilipangu, fugitivo da justiça que detém duas armas de fogo, uma AKM-47 e uma Pistola de marca Gerisse com objectivo bem definido pelas autoridades para intimidar as camponesas”, revelam.
Os moradores entendem que a presença de homens armados no arraiar das famílias vulneráveis e indefesas, foi alegadamente uma estratégia “bem montada pelos invasores dos terrenos da Konda Marta”, pois, segundo ele, “caso reagíssemos negativamente contra os marginais, eles cometeríam homicídio, que facilitaria a presença da Polícia para alegar que a comunidade das camponesas detém armas, a fim houver ordem de despejo da população”.
“A Administração Municipal da Camama anseia vender os terrenos às empresas chinesas que pretendem erguer a Cidade da China neste perímetro, razão pela qual autorizam obras sem licença com a cobertura da Polícia Nacional com a plena confiança de que irá implementar a Cidade da China”.
Segundo os denunciantes, o cidadão Marcelo Dilipangu “tem antecedentes criminais, pois participou em vários assaltos à mão armada”, entre os quais numa dependência bancária no município da Samba, em Luanda, onde teria cometido um crime de homicídio voluntário, que lhe custou a condenação de 20 anos de cadeia. “Já esteve detido durante 20 anos, mas fugiu das celas”, denunciam.
A Administração Municipal da Camama e Comando da Polícia Local não se pronunciaram até ao fecho desta matéria.
CK

