MINSA afirma que regresso de bolseiros ao país reforça capacidade técnica do sector da saúde

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Um total de 14 bolseiros angolanos, dos quais 13 formados no Brasil e um em Portugal, regressaram ao país após concluírem dois anos de formação especializada em diversas áreas da saúde, marcando um importante reforço do capital humano no sector.

O reencontro, considerado o primeiro após o regresso ao país, teve lugar nesta segunda-feira, 6 de Abril, na Unidade de Implementação do Projecto (UIP) do Ministério da Saúde, nas instalações do MINSA, onde os profissionais procederam à apresentação da documentação resultante da conclusão da formação, num acto que simboliza uma nova etapa nas suas carreiras.

A cerimónia foi orientada pelo coordenador e gestor da Unidade de Implementação do Projecto de Formação de Recursos Humanos em Saúde, professor Job Monteiro, ladeado por diversas entidades, entre as quais o consultor de formação, Adão Chimuanji, a Neusa Cumbe, especialista em comunicação, informação e gestão do conhecimento, e a Maria Rosa Martins, assistente do PFRHS, bem como Joaquim Agostinho, especialista em bases de dados, entre outros quadros seniores do sector da saúde.

O evento contou ainda com a presença de técnicas do Gabinete de Comunicação do Ministério da Saúde, que testemunharam este momento considerado estratégico para o desenvolvimento do sistema nacional de saúde.

Os bolseiros foram capacitados em áreas críticas como neonatologia, enfermagem pediátrica, cuidados intensivos, nutrição clínica, fisioterapia, psicologia clínica, farmácia hospitalar, assistência social e neurocirurgia, estando agora distribuídos por várias unidades hospitalares do país.

Entre os profissionais formados, destacam-se Maria da Silva, nutricionista do Hospital David Bernardino, Eliane Fonseca, médica neonatologista do Hospital Azancot de Menezes, Jasula Nzage, especialista em hotelaria hospitalar, Feliciano Samalacoca, do Hospital Central de Cabinda, Luís Gomes, especialista em enfermagem de saúde da criança e Helena Calumbo Pedro, médica clínica do Hospital Provincial do Namibe.

Regressaram igualmente ao país, os bolseiros Simão Filipe Soares, assistente social do CETEP, Clarifica Domingos Quintino, enfermeira intensivista, Catarina Quicassa, psicóloga clínica, Ticiana José Maria, fisioterapeuta de UTI, Madalena Cambovo Machado, nutricionista de UTI, Yoranda Ramos da Silva Gonçalves, especialista em farmácia de UTI e Sócrates Nóbrega Manuel Lando, interno de neurocirurgia do Hospital Central do Lubango, província da Huíla.

Compromisso com a melhoria dos serviços

Durante o encontro, os bolseiros partilharam experiências e reafirmaram o compromisso com a melhoria da qualidade dos serviços de saúde no país. “A saúde depende muito da confiança. Se o utente acredita que o profissional é competente, o resultado tende a ser melhor. Hoje sentimos que estamos num bom caminho”, afirmou um dos bolseiros.

Outro participante destacou o papel da formação contínua, tendo sublinhado que “o nosso compromisso é não parar aqui. Vamos apoiar na formação de outros colegas e contribuir para melhorar a prestação dos serviços nas nossas unidades”.

Na ocasião, o professor Job Monteiro ressaltou que o regresso dos bolseiros representa os primeiros frutos do investimento do Estado na formação de quadros especializados. “Estamos a colher os resultados de um investimento estratégico. Agora, cabe-nos garantir que este conhecimento seja multiplicado e aplicado em benefício da população”, afirmou.

O responsável incentivou ainda os profissionais a assumirem uma postura activa, argumentando que “já não devem ter uma atitude passiva. Devem liderar, propor programas, formar outros colegas e ajudar a acelerar o desenvolvimento do sector”.

As autoridades informaram que está em curso o processo de reconhecimento e validação dos certificados, integração dos especialistas nas carreiras profissionais e organização de uma cerimónia oficial de recepção;.

“Além disso, os bolseiros foram orientados a submeter formalmente os seus documentos e a colaborar na elaboração de programas de formação interna, contribuindo para a capacitação contínua no sistema de saúde”, reforça em nota o Ministério da Saúde.

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