Ministra da Saúde testemunha procedimento cirúrgico invasivo vasculares cerebrais

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A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, testemunhou, na manhã desta quarta-feira, 18, a realização de um procedimento cirúrgico minimamente invasivo para o tratamento de patologias vasculares cerebrais no Complexo Hospitalar General de Exército Pedro Maria Tonha “Pedalé”, em Luanda.

O acto enquadra-se no conjunto de intervenções iniciadas na última segunda-feira, marcando a implementação efectiva do Serviço de Neurorradiologia de Intervenção nesta unidade hospitalar, avança o Ministério da Saúde em nota de imprensa.

Com esta iniciativa, tratamentos complexos anteriormente realizados no exterior passam agora a ser executados no país, com ganhos significativos em termos técnicos, clínicos, financeiros e pedagógicos.

Historicamente, Angola enviava pacientes com patologias neurovasculares complexas para tratamento fora de Angola, com um custo médio de 200 mil dólares por paciente, incluindo transporte, internamento e subsídios, totalizando cerca de 2,4 milhões de dólares para apenas 12 casos.

Com a implementação do serviço no CHGEPMTP, o custo estimado para 12 intervenções nesta primeira fase é de aproximadamente 50 milhões de kwanzas, representando uma poupança superior a 75% para o Estado.

Durante a visita, a ministra assistiu ao procedimento realizado por via endovascular, técnica que permite aceder ao cérebro através da artéria femoral, sem necessidade de cirurgia aberta ao crânio.

As intervenções incluem tratamento de aneurismas cerebrais, correcção de malformações arteriovenosas e embolização de fístulas arteriovenosas. No total, cinco pacientes já foram submetidos ao procedimento com evolução clínica favorável, tendo deixado os cuidados intensivos e transitado para internamento regular. A previsão é alcançar 12 a 13 intervenções até ao final da semana.

Os pacientes atendidos nesta fase têm idades compreendidas entre os 35 e 60 anos, com protocolos ajustados ao perfil clínico e ao grau de risco de cada caso.

A ministra anunciou ainda que mais de 160 profissionais de saúde seguirão esta semana para especialização no Brasil, no âmbito de um ambicioso programa que prevê formar 38 mil quadros em cinco anos, com mais de mil especializações internacionais previstas apenas para o presente ano.

JA

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