Lunda-Norte: Comandante da 1ª Esquadra da Polícia do Bala Bala em Cafunfo acusado matar a tiro jovem de 20 anos

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Um jovem de 20 anos, que em vida respondia pelo nome de Jeremias Alberto, perdeu a vida, após ser atingido com disparo de arma de fogo, na manhã desta segunda-feira, 15 de Junho, no Bairro Bala Bala, arredores da vila mineira de Cafunfo, província da Lunda-Norte.

Segundo testemunhas no local, o autor do disparo é um oficial superior da Polícia Nacional (PN), identificado por André João Nhanga, que ostenta a patente sub-inspector, por sinal, Comandante da 1ª Esquadra Bala-Bala, no município de Cafunfo.

O activista Jordan Muacabinza denuncia que, a mesma entidade ao serviço do Ministério do Interior (MININT) “é reincidente em práticas desta natureza”, sendo que, de acordo com o defensor dos direitos humanos, “já soma quatro vítimas assassinadas”.

“Já matou quatro pessoas, sendo que a primeira foi em 2009, 2011, 2017 e o actual caso de 2026”, revelou Muacabinza, que lamenta a impunidade reinante na região rica em diamantes. “Afinal quem protege o comandante André João Nhanga, senhor Ministro do Interior e quem lhe protege aqui na Lunda-Norte, comandante Provincial da Lunda-Norte?”, questiona o activista.

Tudo aconteceu quando o jovem Jeremias Alberto (20 anos), também conhecido por “Bravo”, se encontrava concentrado defronte à uma casa de compra de diamantes, a pedido do “Boss Messi”, e no local havia uma moldura humana de mais de 500 cidadãos supostamente garimpeiros recebendo dois mil para cada um.

Os garimpeiros, depois de receberem valores ao homem identificado apenas por “Boss Messi”, o número de pessoas terá aumentado no local, facto que terá causado algum alvoroço, que motivou a chamada do Comandante da 1ª Esquadra do Bala Bala, André João Nhanga.

Ao chegar ao local, e já com a pistola manipulada, tal como relatam testemunhas, o oficial superior da Polícia Nacional disparou indiscriminadamente tendo atingido o jovem Jeremias Alberto no olho direito, que teve morte imediata.

“Sempre que um comprador regressa a Cafunfo, essas casas de compra de diamantes, têm concentrado garimpeiros, e oferecem dinheiro para incentivar os garimpeiros a vender diamantes em suas casas”, contou um dos cidadãos.

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