Defensor de Direitos Humanos denuncia assassinatos de garimpeiros por seguranças Kadyapemba e Capacete no Luremo
Os assassinatos de civis nas minas de diamantes continuam nas zonas de exploração diamantífera no município de Luremo, província da Lunda-Norte, cujos actos praticados, são atribuídos aos seguranças das empresas privadas “Kadyapemba” e “Capacete”, ao serviço da Sociedade Mineira do Cuango (SMC).
A denúncia foi avançada ao portal Rádio Angola pelo activista Jordan Muacabinza, defensor dos Direitos Humanos na região Leste do país. Os casos mais recentes envolveram dois cidadãos, sendo o primeiro identificado por Rock David André, filho de David Muacatende e de Odilia André, 25 anos, natural de Cuango e residente em Cafunfo, morto alegadamente pelos seguranças, que deixou viúva e dois filhos.
A segunda vítima mortal foi o cidadão Mbombo Malembe Mualesso, também morto a tiro, na terça-feira, 20 de Agosto de 2026, num dia em que os parlamentares do partido no poder trabalhavam na região, com os membros do Conselho de Auscultação da Administração Municipal de Cafunfo.
Segundo o actvista, para além dos mortos, há igualmente registo de quatro feridos em estado grave, após terem sido atingidos com disparos de armas de fogo em zona de exploração de diamantes, no município do Luremo, na Lunda-Norte, cujos acusados vão continuar impunes como tem sido nos últimos anos.
Jordan Muacabinza apelou aos deputados à Assembleia Nacional pela bancada Parlamentar do MPLA pelo Círculo Provincial da Lunda-Norte, Wefo e a Edna Keshi Malunga, que trabalharam no dia 20 de Agosto no município do Cafunfo, pois entende que “eles não defendem os interesses dos cidadãos vítimas de assassinatos e torturas”.
“Há muito tenho vindo a denunciar essas maracutaias das empresas de segurança ao Governo angolano, temos notado silêncio, cumplicidades pelas autoridades de direito em pôr fim e responsabilizar os autores pelos assassinatos de civis nas minas de diamantes”, lamentou.
Para o defensor dos Direitos Humanos na Lunda-Norte, “o silêncio das autoridades angolanas dá origem à impunidade, abuso de poder por parte das empresas de segurança, que há décadas nunca foram responsabilizados civil e criminalmente”.
“Pedimos outra vez, ao Presidente da República, João Lourenço e a sua administração para apelar empresas de seguranças que protegem minas de diamantes a pôr fim e consequentemente serem proibidos de operar naquelas zonas propensas”, disse, acrescentando que, “senhor presidente da República de Angola, diamantes é uma dádiva que Deus ofereceu ao povo das Lundas, porque as empresas de diamantes continuam a matar por causa de diamantes, pedimos-lhe com urgência, a retirada dessa segurança de modo a garantir o direito a vida é a segurança pública nessas comunidades”.
De acordo ainda com a denúncia, “o município de Cafunfo continua a registar casos de assassinatos de cidadãos, pois os seguranças Kadyapemba e Capacete continuam a matar os cidadãos por causa de diamantes”, por isso, Jordan Muacabinza defendeu a realização constante de protestos de ruas contra “atrocidades cometidas pelas empresas de segurança”, acrescentando que “se tratam de crimes contra a humanidade, pelo que exigimos justiça e retirada imediata desses assassinos”.

