Comité Central do MPLA mantém nula candidatura de Higino Carneiro
O MPLA mantém a anulação da candidatura de Higino Carneiro à liderança do partido e decidiu agora instaurar-lhe um processo disciplinar. O partido afirma existirem fortes indícios de falsificação de documentos.
A decisão foi tomada hoje, na reunião do Comité Central, que analisou o recurso apresentado pelo general contra o chumbo da candidatura.
No comunicado final, lido pelo porta-voz do MPLA, Esteves Hilário, o partido justifica o processo disciplinar contra Higino Carneiro por alegada “violação das normas de forma voluntária e consciente dos deveres éticos e morais impostos pelos estatutos e pelo código de ética partidária do MPLA”.
O Comité Central diz que vai ainda denunciar o caso de Higino Carneiro na Procuradoria-Geral da República, por “fortes indícios da prática de crimes de falsificação de documentos”.
Higino Carneiro tinha visto a candidatura anulada em julho, depois de a subcomissão responsável pela análise dos processos ter detetado “graves irregularidades” nas assinaturas e nos documentos de identificação utilizados.
Das mais de 14 mil fichas de subscrição apuradas pela subcomissão, apenas 2.561 foram consideradas válidas, 9.659 não válidas e 2.273 foram classificadas como falsas.
O general contestou a decisão, argumentando que o prazo para a validação das candidaturas ao congresso do MPLA só termina a 25 de outubro.
Segundo uma fonte do partido citada pela agência Lusa, Higino Carneiro participou na reunião desta quarta-feira e interveio duas vezes em autodefesa. A decisão foi depois submetida a votação, tendo alegadamente a maioria votado a favor da anulação da candidatura, com uma abstenção e um voto contra, do próprio pré-candidato.
O nono congresso do MPLA, que vai eleger a liderança do partido, está marcado para os dias 9 e 10 de dezembro.
Lusa

