Cidadãos detidos denunciam pagamento de 500 mil kwanzas ao comandante Alfredo Mingas em troca de liberdade
Um grupo de cinco seguranças, que prestavam serviço à empresa privada Konda Marta denuncia ter alegadamente pagado cada um 100 mil kwanzas, supostamente ao superintendente-chefe, Alexandre Mingas, em troca de liberdade, 24 horas depois de terem sido detidos.
Segundo apurou o Club-K, junto de fontes que acompanham o processo, os seguranças foram detidos na sequência de repressão de camponeses pela Polícia Nacional da Camama, quando estes tentaram impedir o trabalho de uma máquina supostamente ao serviço de uma chinesa identificada por Sandra, responsável da empresa HS, que pretende construir “Cidade da Camama” no terreno, que a Konda Marta alega ser sua propriedade.
Trata-se de Edmilson Sarmento João, Maimbe Maria, Marcos Luciano, Morais Armando e Carlos Quissama, todos detidos e levados até à Esquadra da Camama, onde permaneceram durante 24 horas. “Inicialmente o comandante Alfredo Mingas cobrou um milhão de kwanzas, e ao negociar, o delegado municipal cobrou 500 mil, que correspondem 100 mil kwanzas por cada detido e fomos restituídos à liberdade sem nenhum procedimento jurídico”, contam.
“É mais um escândalo de corrupção protagonizado pelo delegado municipal do Ministério do Interior e comandante da Camama, Alfredo Minga, na sequência de defender invasores de terrenos”, disse a fonte.
Até ao momento não há qualquer pronunciamento do Comando Municipal da Polícia Nacional da Camama.
Refira-se que, na manhã desta quarta-feira, 13, agentes da fiscalização da Administração Municipal da Camama, sob a protecção de efectivos da Polícia Nacional, demoliram, na um muro de vedação de mais de 500 metros de comprimento do terreno afecto à empresa Konda Marta, que recentemente recebeu a Licença de Construção pelo Instituto de Planeamento e Gestão Urbana de Luanda ((IPGUL).
Club-K

