Mobiliária “Café de Setembro” salva GPL de burla que envolve filho de Bento Bento
O processo judicial que envolve a empresa BACMA, ligada ao filho do político e dirigente do MPLA, Bento Bento, Joaquim Bento e a mobiliária Café de Setembro, tem novos desenvolvimentos.
Decido pelo Tribunal de Comarca de Belas, com a sentença a decretar arresto preventivo ao terreno de cerca de 20 hectares, sito no Kilamba nos arredores do novo Hospital dos Queimados, praticamente já ocupado e construído ao arrepio da lei, o caso traz agora capítulos que envolvem o Governo da Província de Luanda.
Segundo fontes do tribunal, Joaquim Bento, Baptista Canga e Mateus Gama, três cidadãos ligados à BACMA, empresa que havia sido contratada para trabalhos de infra-estruturação de 21 hectares na cidade do Kilamba pela antiga empresa pública EGTI, depois da extinção da EGTI passou a atender com o GPL, em nome do Estado angolano.
Entretanto, depois dos primeiros contactos com o Vice-governador para a área técnica e infra-estruturas, Bento Bento terá recorrido a figuras do partido, na pessoa de Paulo Pombolo que influenciou o GPL e a administração municipal do Kilamba a não interferir no processo.
A partir daí Joaquim Sebastião contratou empresas construtoras, vendeu terrenos e estes começaram as construções sem documentos nenhuns, em nome de Paulo Pombolo.
A honra do GPL veio agora a ser salva com o processo aberto pela Café de Setembro, que segundo a fonte, o tribunal deverá chamar o GPL como legítimo proprietário do terreno e pedir explicações sobre a entrega e legalização do espaço em nome da BACMA.
Segundo os factos apresentados em tribunal pela Café de Setembro, depois dos trabalhos feitos pelos empresários, os lesados solicitaram um adiantamento do acordo feito, de modos a dar sequência dos trabalhos o que Joaquim Bento se recusou a fazer.
O ministério público após diligências apurou existirem crimes de Burla e abuso de confiança, tendo solicitado ao tribunal de Belas o arresto preventivo do imóvel para evitar decipacao de provas e falta de legitimidade dos arguidos.
No mandado de apreensão, o tribunal de Belas, entrega o imóvel ao grupo enquanto decorrem trâmites legais.
Passado algum tempo, de acordo com informações nos corredores dos tribunais, os arguidos, tentam a todo custo perturbar a justiça com pedidos à familiares e amigos de autos cargos do governo para contornar a sentença da primeira instância com promessa de terrenos e dinheiro.
Mas de acordo ainda com o processo, a luta pode ser maior por conta da ilegalidade destes por falta de documentos do imóvel que antes alegaram ser do estado para forjar documentos e vendas de imóveis.
Com o processo, a equipa de Luís Nunes esfrega agora as mãos de contente, já que volta a ter poder para fazer cumprir a lei enquanto proprietário do terreno que nunca cedeu ao filho de Bento Bento, muito menos passou documentos necessários para a realização de construções, como ocorre naquele espaço.
OProtagonista

