Ministra Sílvia Lutucuta orienta medidas para reforçar atendimento no Hospital do Kifangondo
A ministra da Saúde, Sílvia Valentim Lutucuta, realizou, nas primeiras horas deste domingo, uma visita de trabalho ao Hospital Heróis de Kifangondo, no município de Cacuaco, província do Icolo e Bengo, para acompanhar o grau de prontidão da unidade e a qualidade do atendimento prestado aos utentes.
A visita enquadra-se no processo de acompanhamento e avaliação do funcionamento das unidades sanitárias de referência de Luanda e do Icolo e Bengo, que tem levado a ministra da Saúde a deslocar-se a diferentes instituições para constatar, no terreno, as condições de atendimento e identificar áreas que necessitam de intervenção e reforço.
No âmbito dessas visitas, a governante já esteve, entre outras unidades, no Hospital de Viana Bispo Emilio de Carvalho, onde deixou orientações destinadas à melhoria da assistência aos pacientes.
No Hospital Heróis de Kifangondo, a ministra iniciou a jornada pelo Banco de Urgência, tendo posteriormente percorrido as áreas de internamento, a Neonatologia e a Unidade de Cuidados Intensivos (UCI), onde acompanhou o funcionamento dos serviços e manteve contacto com profissionais e pacientes.
A visita permitiu identificar alguns constrangimentos relacionados com a organização dos serviços, o tempo de resposta aos doentes, a realização de exames complementares e a tomada de decisões clínicas, sobretudo nos casos que exigem intervenção célere.
Segundo a ministra, um hospital de referência deve assegurar uma resposta adequada e atempada aos pacientes, aproveitando de forma eficiente os meios técnicos e humanos disponíveis.
“Não podemos aceitar que um doente fique 24 horas numa sala de observação sem que haja uma resposta”, afirmou Sílvia Lutucuta, defendendo maior celeridade na avaliação, no diagnóstico e na definição da conduta clínica.

A governante chamou igualmente a atenção para a necessidade de um acompanhamento mais rigoroso dos pacientes internados, incluindo a realização dos exames complementares de seguimento e a avaliação multidisciplinar dos casos que assim o exigem.
No Banco de Urgência, a ministra destacou a importância de melhorar a organização dos espaços e assegurar condições o atendimento de situações de trauma grave e outras emergências.
Sílvia Lutucuta orientou igualmente para o cumprimento rigoroso dos procedimentos de triagem, com destaque para a Triagem de Manchester, de modo a garantir que os pacientes sejam avaliados e encaminhados de acordo com o grau de gravidade e a natureza da situação clínica.
A ministra defendeu ainda uma melhor diferenciação dos circuitos de atendimento, evitando a concentração de diferentes tipos de pacientes num mesmo espaço quando existam áreas específicas para Pediatria, atendimento a grávidas e outras situações clínicas.
Para a governante, a organização dos serviços deve permitir que os casos potencialmente graves tenham acesso rápido aos meios necessários, sem comprometer a capacidade de resposta às emergências.
Outro aspecto destacado durante a visita foi o acompanhamento dos profissionais em formação.
A ministra orientou as direções clínica e pedagógica a reforçarem a supervisão dos internos, tendo em conta as patologias mais frequentemente atendidas na unidade.
Segundo Sílvia Lutucuta, a formação em serviço deve ser acompanhada por profissionais experientes, de forma a garantir que os médicos em formação adquiram competências práticas adequadas às exigências de um hospital de referência.
A governante sublinhou ainda a importância de uma presença mais efectiva das chefias nos serviços e de um acompanhamento permanente do funcionamento da instituição.
JA

