Ministério da Saúde de Angola actualiza plano de contingência contra vírus do Ébola

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O Ministério da Saúde de Angola (MINSA) actualizou o Plano Nacional de Contingência Multissectorial e Multidisciplinar para a Doença por Vírus do Ébola e adequando o mesmo ao actual contexto epidemiológico e às recomendações internacionais mais recentes, anunciou a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta.

No seu discurso de abertura do Encontro Nacional de Capacitação sobre Prevenção, Preparação e Resposta à Doença por Vírus do Ébola, que decorreu na terça-feira, 9, na capital do país, a governante que foram ainda revistos protocolos técnicos e procedimentos operacionais para fortalecer a vigilância epidemiológica,  investigação de casos, gestão laboratorial, prevenção e controlo de infeções, gestão clínica e comunicação de risco.

Entre as medidas em curso, destacou a aquisição de equipamentos de protecção individual, kits de recolha e transporte de amostras, materiais laboratoriais e outros insumos estratégicos necessários para uma eventual resposta nacional.

A ministra da Saúde sublinhou ainda a importância de proteger os profissionais de saúde, considerados um dos grupos mais vulneráveis durante surtos desta natureza, defendendo o reforço contínuo da formação, da biossegurança e das condições de trabalho.

Disse que  Angola acompanha com elevada atenção a evolução do actual surto de Ébola na República Democrática do Congo (RDC) e no Uganda, considerando a extensa fronteira partilhada e os intensos fluxos populacionais existentes.

Para Sílvia Lutucuta o actual surto, que afecta as províncias de Ituri, Kivu Norte e Kivu Sul, no leste da RDC, representa um risco acrescido para a região devido às deslocações populacionais, aos desafios humanitários e às questões de segurança que dificultam as acções de vigilância e controlo.

Perante este cenário, reafirmou o compromisso do Executivo angolano  em reforçar as medidas nacionais de prevenção, preparação e resposta com destaque para as fronteiras.

Por outro lado, a ministra da Saúde aproveitou igualmente a ocasião para recordar que Angola enfrenta também casos de MPOX, o que exige uma abordagem multissetorial integrada na gestão das emergências de saúde pública.

Já o representante da Organização Mundial da Saúde (OMS), em Angola, Indrajit Hazarika, elogiou a iniciativa do Executivo angolano e considerou que a realização do encontro demonstra liderança e visão estratégica na proteção da saúde pública.

O responsável alertou que, embora o risco de introdução do vírus em Angola seja real, este pode ser significativamente reduzido através de acções precoces, coordenadas e sustentadas por evidências científicas.

Destacou ainda que a estirpe em causa continua sem vacinas aprovadas e sem tratamentos anti-virais específicos, tornando ainda mais importante o investimento na detecção precoce, vigilância epidemiológica e preparação dos serviços de saúde.

Durante a sua intervenção, Indrajit Hazarika reiterou o compromisso da OMS em continuar a apoiar Angola através da assistência técnica, mobilização de recursos e reforço das capacidades nacionais de resposta.

A Doença pelo Vírus Ébola é uma enfermidade grave e frequentemente fatal, transmitida através do contacto directo com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, bem como por objectos e superfícies contaminadas.

Devido ao seu elevado potencial de propagação e letalidade, continua a constituir uma das mais relevantes ameaças à saúde pública internacional, exigindo sistemas robustos de vigilância, prevenção e resposta.

O encontro nacional decorre sob o lema da preparação antecipada e da coordenação institucional, procurando garantir que o país esteja devidamente preparado para proteger a população e responder de forma rápida e eficaz a qualquer eventual ameaça relacionada com o vírus Ébola.

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