Angola acelera formação de especialistas em saúde: Mais de 15 mil profissionais beneficiam e novo ciclo arranca em 2026

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O Ministério da Saúde de Angola (MINSA) anunciou, na quinta-feira, 2 de Abril do ano em curso, “avanços significativos” no Projecto de Formação de Recursos Humanos em Saúde, com mais de 15.900 profissionais de saúde já beneficiados, no âmbito da estratégia nacional para a cobertura universal.

A informação foi apresentada durante a reunião de avaliação do comité de coordenação do projecto, realizada em Luanda, sob orientação da ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, ladeada pelo secretário de Estado para a Saúde Pública, Carlos Alberto Pinto de Sousa, que contou igualmente com a participação da equipa técnica da Unidade de Implementação do Projecto, incluindo coordenação, gestão, especialistas, assistentes e oficiais do PFRHS.

De acordo com o coordenador do projecto, Job Monteiro, o programa já atingiu 42% da meta global, com resultados expressivos de mais de 14.600 profissionais formados no país, sendo mais de 60% mulheres.

De acordo com o comunicado do Ministério da Saúde tornado público, cerca de 1.300 bolsas de estudo no exterior, sobretudo no Brasil e em Portugal, foram disponibilizadas, sendo que 100% dos bolseiros regressaram ao país e foram reintegrados no Serviço Nacional de Saúde.

O MINSA entende que o impacto da iniciativa reflecte-se já no reforço do sistema nacional de saúde, pois mais de 426 novos médicos especialistas em exercício, 39 especialidades médicas e 10 de enfermagem em desenvolvimento.

A Telemedicina foi implementada em seis das 21 províncias e 42 hospitais do país, cerca de 95 mil profissionais de saúde registados no sistema nacional, cuja meta global está fixada em 38 mil profissionais qualificados.

“Apesar dos avanços, o sector continua a enfrentar desafios, com destaque para a densidade de médicos por habitante, actualmente em 0,36 por mil habitantes, abaixo das recomendações da Organização Mundial da Saúde”, reforça a nota.

Durante o encontro, foi igualmente sublinhada a necessidade de reforçar a qualidade da formação, acelerar os processos administrativos, consolidar a confiança no sistema e garantir a implementação de projectos financiados pelo Banco Mundial.

“Com a abertura de novas turmas prevista entre Maio e Junho de 2026, o Executivo angolano reafirma a aposta na formação especializada, na expansão da rede de ensino e na melhoria da prática clínica, como pilares essenciais para alcançar a cobertura universal de saúde nos próximos anos”, ressalta o Ministério da Saúde.

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