Movimento Protectorado acusa Zecamutchima de instrumentalizar militantes da organização para fins pessoais
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A liderança interina do Movimento do Protectorado Português da Lunda-Tchokwe (MPPLT) considera que, José Mateus Zecamutchima, perdeu a legitimidade estatutária após ser suspenso, por isso, não tem “moral” para deliberar em nome da organização liderada interinamente por Fiel Muaco.
No dia 16 de Janeiro, José Mateus Zecamutchima fez sair um comunicado da Reunião Ordinária do Comité Político do Movimento do Protectorado Português da Lunda-Tchokwe (MPPLT), onde alega que os membros do órgão autorizaram, nos termos dos estatutos da organização, a liderança do MPPLT fazer alianças e coligações, filiação em organizações e organismos internacionais, sobretudo com outras forças políticas nacionais favoráveis a questão da autonomia da Lunda.
Reagindo ao comunicado, o Secretário Nacional do Movimento para os Direitos Humanos e Fundamentais, Roque Acorinto Kajiji, membro do Comité Central, denunciou que nenhum membro do referido órgão participou da reunião, pelo que acusou José Mateus Zecamutchima de ter instrumentalizados militantes de base, que os passar como membros do Comité Central do MPPLT.
Segundo Roque Acorinto, José Mateus Zecamutchima continua suspenso das suas funções, pelo que não tem autoridade moral para falar em nome do Movimento do Protectorado, que defende a autonomia da região leste do país.
Garantiu que a organização continua firme na defesa dos seus ideias, que passam pela conquista da autonomia da região leste do país, por isso, Roque Acorinto Kajiji apela a todos os apoiantes do Movimento do Protectorado Português da Lunda-Tchokwe (MPPLT) a manter a calma até a realização da próxima reunião do Comité Central para a legitimação da nova liderança.

