PCA da Konda Marta celebra Natal com centenas de camponesas da empresa na Camama

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As camponesas e funcionários da Sociedade Konda Marta celebraram nesta quinta-feira, 25 de Dezembro, o Natal com um almoço de confraternização oferecido pelo Presidente do Conselho de Administração (PCA), Daniel Afonso Neto.

O convívio fraternal contou com a presença de centenas de camponeses, na sua maioria idosas, que diariamente lutam contra supostos “invasores”, que a todo custo têm se “apoderado” dos seus terrenos desde 2016.

A celebração do Natal acontece numa altura em que a empresa Konda Marta enfrenta detenções arbitrárias de camponeses e trabalhadores, repreensões pelas autoridades judiciais castrenses.

O encontro, marcado pelo espírito natalício, serviu para reconhecer o esforço diário dos camponeses e trabalhadores que debatem-se há anos com a problemática da alegada usurpação das suas terras.
Os participantes enalteceram a iniciativa, considerando-a um sinal de reconhecimento e proximidade da direcção da empresa.
Com esta acção, a Sociedade Konda Marta reafirma a sua responsabilidade social e o compromisso com uma relação baseada no respeito, diálogo e valorização do trabalho.

Recentemente, o PCA da Konda Marta, Daniel Afonso Neto foi detido por alegada calúnia e difamação contra o Comandante-Geral da Polícia Nacional, Francisco Ribas, tendo ficado na cela mais de 24 horas, e foi posto em liberdade sob o Termo de Identidade e Residência (TIR).

Na semana passada, após a detenção da directora-adjunta para área de operações da Konda Marta, Joana Miguel Magita, o juiz de garantia decretou a prisão preventiva contra Magita, que se encontra neste momento detida numa das celas do Serviço de Investigação Criminal (SIC-Luanda).

Durante a cerimónia, o Presidente do Conselho de Administração da empresa Konda Marta lamentou o “bloqueio das suas contas bancárias”, que segundo o responsável, “deveria ser muito útil para o apoio às populações mais desfavorecidas”.

Daniel Neto denunciou que a “conta salário” das Forças Armadas Angolanas (FAA), foi bloqueada ao “arrepio da lei”, pois segundo ainda o Tenente-Coronel, “não consta nenhuma transferência de valores financeiros de origem ilícita, mas que a PGR junto do SIC-Geral, se tornou como oponente da empresa Konda Marta”.

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