Portugal: André Ventura acusa elite angolana de “massacre” e “corrupção” em debate presidencial
O líder do partido Chega e candidato à Presidência da República de Portugal, André Ventura, lançou duras críticas à situação social em Angola durante um debate televisivo que antecede a segunda volta das eleições presidenciais portuguesas.
Sem recorrer a eufemismos, Ventura afirmou que “um ladrão é um ladrão” e defendeu o abandono do “politicamente correto” ao abordar realidades que considera graves.
Segundo o político português, o que se vive em Angola configura “um massacre”, denunciando a existência de pessoas a morrer de fome enquanto, nas suas palavras, “uma pequena elite se rodeia de toda a riqueza”.
As declarações foram feitas em directo e geraram reações imediatas nas redes sociais, sobretudo entre cidadãos angolanos e analistas políticos, que dividiram opiniões entre quem considera as palavras uma denúncia frontal e quem as vê como ingerência ou exploração política do tema.
As afirmações de Ventura inserem-se num discurso mais amplo de crítica às elites políticas e económicas, uma das marcas centrais da sua campanha, e reacendem o debate sobre desigualdade social, governação e responsabilidade internacional em relação aos países africanos, sobretudo, os de língua portuguesa.
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