Polícia Nacional acusada de impedir vigília do Partido Liberal contra “arbitrariedades” da AGT
A Polícia Nacional em Luanda está a ser acusada de ter impedido neste sábado, 14, a realização de uma vigília do Partido Liberal (PL), no Largo Sagrada Família, afecta a Igreja Católica, que visava protestar alegadas arbitrariedades da Administração Geral Tributária (AGT).
Em comunicado tornado público, o Partido Liberal, liderado pelo jovem Luís de Castro assinala que a tentativa de realização de uma vigília pacífica em solidariedade aos empresários nacionais e em repúdio às “arbitrariedades” da Administração Geral Tributária “foi hoje inviabilizada pela Polícia Nacional de Angola”.
De acordo com o comunicado, trata-se de um acto grave que atenta contra as liberdades fundamentais consagradas na Constituição da República de Angola (CRA), nomeadamente o direito de reunião e de manifestação pacífica.
Para o Partido Liberal (PL), num Estado de Direito, não se pode silenciar cidadãos que pretendem, de forma ordeira e legítima, expressar a sua indignação perante actos que consideram injustos.
“Reiteramos a nossa solidariedade aos empresários visados e reafirmamos que a defesa da legalidade, da justiça e da dignidade dos cidadãos não será intimidada. A luta pela justiça não se proíbe”, lê-se.

