Militar das FAA – “Sangue de Pomba” acusado de liderar “rede criminosa” que pretende eliminar PCA da Konda Marta
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Os trabalhadores e camponeses afectos à Sociedade Konda Marta, que denunciam a usurpação de terrenos da empresa no município da Camama, em Luanda, voltaram a denunciar a existência de uma alegada “rede criminosa”, que terá como objectivo “assassinar” o Presidente do Conselho de Administração (PCA), Daniel Neto, até ao dia 3 de Janeiro de 2026.
A denúncia foi avançada nesta terça-feira, 23 de Dezembro, em conferência de imprensa pelo porta-voz da empresa Konda Marta, José Eduardo, para quem a referida “rede criminosa” tem como líder por um indivíduo conhecido pelo nome de “Sangue de Pomba”, alegado Comando das Forças Armadas Angolanas (FAA).
Segundo os funcionários e camponeses, existe um plano de eliminação física motivado pelo histórico litígio de terras, que dura desde 2016, no município da Camama, imediações do Estádio Nacional 11 de Novembro, no antigo Distrito Urbano da Cidade Universitária.
Os camponeses reiteram que o conflito envolve “interesses de generais” e altas figuras da hierarquia castrense do país. Durante a conferência de imprensa, os trabalhadores manifestaram indignação com o que chamam de “má-fé das autoridades”.
“Esses bandidos não vão ganhar nada com isso”, afirmou a pastora Madalena de Faria, que recorreu a passagens bíblicas para pedir proteção. Citando o livro de Sofonias 3:15, a religiosa apelou à paz e ao fim das ameaças: “Não derramem o sangue de um inocente”, exortou.
Por sua vez, a camponesa Mimosa Alfredo Kamongo reforçou as denúncias de vigilância constante, alegando que membros da referida quadrilha se reúnem diariamente numa barraca no mercado 11 de Novembro para monitorizar os movimentos do PCA Daniel Neto. “eles querem matar o senhor Daniel Neto”, resumiu.
A par das denúncias de ameaças de morte, o grupo de camponeses aproveitou a ocasião para exigir a libertação imediata de Joana Miguel Magita, directora-adjunta para a área das operações da empresa Konda Marta.
A gestora encontra-se detida, sob a acusação de crime de associação criminosa, num processo que os trabalhadores consideram ser uma manobra de intimidação ligada ao litígio de terras.

Por volta das 17h00 de domingo, 21, segundo contaram, cinco elementos armados, incluindo o “comando Sangue de Pomba” surpreenderam os seguranças ao serviço da empres Konda Marta, que após a imobilização dos mesmos, arrancaram a Licença de Construção, que foi passada pelo Governo Provincial de Luanda (GPL).
Diante das ameaças de mortes e actos que violam a Constituição da República e a Lei, José Eduardo revelou que a Sociedade Konda Marta abriu um processo-crime na Polícia Judiciária contra os implicados (agentes da Polícia, do SIC e o Comando das FAA).
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