Deputados do PRA-JA suspendem mandatos na Assembleia Nacional
Sete deputados da bancada da UNITA, que integram o recém-legalizado partido PRA-JA Servir Angola pediram na quarta-feira, 16, a suspensão dos seus mandatos à presidente da Assembleia Nacional.
Entre o grupo está o antigo candidato à vice-presidência de Angola e líder do partido Abel Chivukuvuku, para quem reiterou que essa “imposição legal” não tem qualquer ligação com a participação do partido na Frente Patriótica Unida (FPU), que, segundo ele, deve ser reforçada e reformulada do ponto de vista legal, transformando-se uma coligação.Após a legalização do PRA-JA – Servir Angola, Chivukuvuku já tinha dito que quem quisesse integrar os órgãos do partido teria de deixar o Parlamento.
O Secretariado Nacional para Comunicação e Marketing do PRA-JA, justificou a decisão com a legislação vigente, que proíbe que um deputado eleito numa lista, filie-se a outro partido diferente daquele que o elegeu.
Nesta quinta-feira, 16, depois de apresentar os cumprimentos de despedida no Parlamento, Chivukuvuku reiterou essa imposição legal e sublinhou que “ninguém foi obrigado a nada, ninguém foi coagido, al ógica foi quem quer ficar nos órgãos do PRA-JA sai do Parlamento, quem quer ficar no Parlamento fica, mas não vai para os órgãos do PRA-JA”.
Neste último caso, estão cinco deputados indicados por aquele partido que continuam no grupo parlamentar da UNITA.Quanto ao futuro da FPU, integrada também pela UNITA e pelo Bloco Democrático (BD), Abel Chivukuvuku disse que “primeiro somos PRA-JA e também pertencemos à Frente Patriótica Unida”.
VOA