Administração da Camama pretende “atribuir” terreno da Konda Marta à empresa chinesa HS para construção da Cidade da China

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A Administração Municipal da Camama está em vias de atribuir o terreno de 400 hectares pertencente à empresa Konda Marta, nas proximidades do Campus Universitário, da Universidade Agostinho Neto, em Luanda.

No terreno em causa, habitam mais de 150 famílias vulneráveis, que a própria Administração da Camama tinha colocado em 2025, sem as mínimas condições de habitabilidade, após serem desalojadas no bairro Iraque/Bagdá, pelo que estão a mercê do apoio da empresa Konda Marta, que pretende erguer no local residências para essas populações supostamente abandonadas pelos governantes da Camama.

Segundo apurou este portal, o administrador para área técnica da Administração Municipal manteve nesta quarta-feira, 4 de Fevereiro, dia de feriado nacional – encontro com a Presidente do Conselho de Administração (PCA) da empresa chinesa HS, conhecida apenas por Sandra, nas instalações da administração onde foi supostamente traçado o plano.

Inicialmente, a Administração tinha disponibilizado o espaço onde foi retirada a população do bairro Iraque/Bagdá, para que a empresa HS construísse a sua infraestrutura (Cidade da China), mas segundo fontes que acompanham o processo, a empresa chinesa recusou investir no referido bairro, tendo manifestado o interesse nos terrenos da Konda Marta.

“Até quando os Angolanos vão continuar a ser escravos dos brancos mesmo sendo um povo soberano?”, questionou o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da empresa Konda Marta, Daniel Afonso Neto, que promete reagir com mais detalhes nas próximas horas.

O portal Rádio Angola tentou sem sucesso ouvir a Administração Municipal da Camama sobre o assunto.

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