Hospital Cardeal Dom Alexandre do Nascimento encerra campanha com 13 procedimentos cirúrgicos em 11 pacientes
O Complexo Hospitalar de Doenças Cardiopulmonares Cardeal Dom Alexandre do Nascimento (CHDCP), em Luanda, encerrou, no sábado, 31 de Outubro, a nona edição da campanha de cirurgias robóticas, que permitiu a realização de 13 procedimentos cirúrgicos em 11 pacientes.
Em nota de imprensa, o Ministério da Saúde ressalta que entre as intervenções cirugicas destacam-se a vesícula biliar e correcção de hérnias, consolidando o CHDCP como uma referência nacional na implementação de tecnologias cirúrgicas avançadas.
Este este processo culminou, também, com a entrada em funcionamento do terceiro robô cirúrgico da instituição, destacando o crescente protagonismo dos profissionais angolanos, que asseguraram cerca de 70% das intervenções realizadas, sob supervisão de especialistas internacionais.
De acordo com o comunicado, o último dia da nona edição ficou igualmente marcado pela presença do secretário de Estado para a Área Hospitalar, Leonardo Inocêncio, em representação da ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, acompanhado pela directora Nacional dos Hospitais, Francisca Quifica.
Um dos grandes marcos desta nona edição foi a entrada em funcionamento do terceiro sistema robótico recentemente adquirido pelo hospital, um investimento que representa mais um passo significativo na modernização dos serviços de saúde e no fortalecimento da capacidade cirúrgica da instituição.
A incorporação deste novo equipamento permitiu aumentar a dinâmica e a eficiência das actividades no bloco operatório, criando condições para a realização de um maior número de procedimentos em menos tempo, sem descurar os padrões de qualidade e segurança exigidos.
Mais do que um avanço tecnológico, a aquisição do terceiro robô representa uma oportunidade para ampliar a formação prática dos profissionais angolanos, reforçar as competências técnicas das equipas multidisciplinares e acelerar o processo de transferência de conhecimentos.
Este crescimento demonstra que o investimento na tecnologia tem sido acompanhado por uma aposta consistente na valorização do capital humano nacional, considerado fundamental para assegurar a sustentabilidade e a continuidade do projecto de cirurgia robótica em Angola.
Se a entrada em funcionamento do terceiro robô constitui um marco tecnológico, o crescente protagonismo dos profissionais angolanos representa uma das conquistas mais expressivas desta edição.

