Antiga responsável investigada pela PGR volta ao Instituto Nacional de Habitação
O ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos Alberto da Silva Gregório dos Santos, está a ser alvo de críticas dentro do setor após nomear Gizela Tatiana Rodrigues dos Santos Estêvão como Chefe do Departamento Provincial do Icolo e Bengo do Instituto Nacional de Habitação (INH).
A nova responsável já havia exercido funções semelhantes na província de Benguela, de onde foi afastada na sequência de denúncias que a associavam a alegadas negociatas envolvendo habitações das centralidades locais. Fontes do sector afirmam que o então governador terá pressionado pela sua remoção, devido ao impacto das suspeitas na gestão habitacional da província.
A 26 de maio de 2025, Gizela Estêvão foi detida por ordem da Procuradoria‑Geral da República, no âmbito de um processo que a investigava pelos crimes de peculato, tráfico de influência e associação criminosa.
Na altura, a PGR anunciou a abertura do processo‑crime n.º 73847/PGR/OPC/2024, que passou a correr trâmites na instância competente, envolvendo diretamente a agora nomeada dirigente do INH.
Apesar do histórico judicial e das críticas internas, Gizela Estêvão tomou posse no novo cargo na terça‑feira, dia 24, numa decisão atribuída ao ministro Carlos Santos, com quem, segundo fontes do setor, mantém uma relação de grande proximidade.
A nomeação reacendeu debates sobre critérios de seleção e reabilitação de quadros no aparelho público, sobretudo em áreas sensíveis como a gestão habitacional.
Fonte: Club-K

