Comandante da Polícia da Camama acusado de intimidar famílias abandonadas pela Administração Municipal

Compartilhe

O Comandante da Polícia Nacional no Município da Camama, em Luanda, superintendente-chefe, Alexandre Mingas voltou a “intimidar” as mais de 150 famílias acolhidas pela empresa Konda Marta, que em 2025 foram supostamente “abandonadas” pela Administração no terreno das camponesas, nas proximidades do Campus Universitário.

Na manhã desta quarta-feira, os jornalistas deslocaram-se à Administração da Camama e à reitoria do Campus Universitário da Universidade Agostinho Neto (UAN), para obter esclarecimento sobre alegado envolvimento de entidades públicas na expropriação de terrenos, mas nenhuma resposta foi obtida.

Na Administração da Camama, o director do Gabinete de Comunicação Social alegou que o administrador-adjunto para área técnica, único que pode falar sobre o “caso Konda Marta”, não se encontrava na instituição.

A mesma “indisponibilidade” foi manifestada pelo reitor do Campus Universitário, Pedro Magalhães, que mesmo estando no seu gabinete, “não aceitou prestar declarações à imprensa, tendo argumentado por meio do seu emissário, Sérgio Beia, director do gabiente, que o posicionamento da reitoria já foi expresso em “nota de esclarecimento” enviado e publicado pelo Club-K.

“O superintendente-chefe, Alexandre Mingas, 24 horas, depois do reitor de ter alegado não ter obras particulares em seu nome e se furtar de responder aos jornalistas sobre o assunto, o comandante municipal da Camama apareceu a intimidar a população, que foi posta pela própria Administração da Camama”, explicou o PCA da Konda Marta.

A população, que luta para conseguir um abrigo, voltou a colocar as suas “cabanas” que recentemente foram alegadamente destruídas por efectivos da Polícia Nacional da Camama, supostamente a mando do comandante Alexandre Mingas – tido como tendo interesses pessoais no terreno.

Segundo a denúncia, o comandante da Camama esteve pessoalmente no terreno das camponesas, onde terá proferido “ameaças” e “intimidações” às famílias que são mais de 150 pessoas, dizendo que voltaria com as forças (policiais e fiscais” para a destruição dos “casebres” dos populares.

Daniel Afonso Neto lembrou que “foi a própria Administração Municipal da Camama, que em 2025 colocou as pessoas que foram desalojadas no Bairro Iraque, onde viviam”, disse, acrescentando que “hoje para sobreviverem contam com apoio da empresa Konda Marta”, afirmou.

Radio Angola

Radio Angola aims to strengthen the capacity of civil society and promote nonviolent civic engagement in Angola and around the world. More at: http://www.friendsofangola.org

Leave a Reply