Autoridades tradicionais no Moxico denunciam ameaças de prisão quando reivindicam direitos
Os sobas da província do Moxico reclamam da limitação de seus direitos junto às autoridades governamentais, situação que segundo denunciam, tem se resvalando em ameaças de prisão, sempre que reivindicam.
No encontro mantido nesta terça-feira, 10, com uma delegação de deputados do Grupo Parlamentar da UNITA, que durante cinco dias, realiza no Moxico as XIII Jornadas Parlamentares sob o lema: “pela inclusão e justiça na distribuição da riqueza”, o Regedor do município do Luena, Dias Ezequiel Domingos Tximucuco, disse que sempre que se realizam encontro de alto nível, onde se discute assuntos do país, as autoridades tradicionais “são colocados em segundo plano”.
“Os sobas são postos na retaguarda, pois não têm voz nem lhe são dadas oportunidades de exprimirem o seu pensamento para apresentar a sua visão sobre determinados assuntos que preocupam o país”, lamentou o Regedor Tximucuco.
As autoridades tradicionais apelam no entanto à maior abertura da Assembleia Nacional, do Governo e dos Partidos Políticos, visando às necessidades desta franja da sociedade angolana, que aufere um subsídio mensal que varia de 14 a 22 mil kwanzas.
“Quando os Sobas reclamam são ameaçados de serem colocados na cadeia”, denunciou. O Regedor do Luena questionou o papel do Parlamento e dos deputados para a defesa dos interesses do povo que dizem representar.
“Será que na Assembleia Nacional não existe um departamento ou advogado para defender os interesses das autoridades tradicionais?”, questionou.
Aos órgãos de comunicação social, o Regedor fez saber que a população do Moxico se debate com problemas básicos da falta de água, energia eléctrica, saneamento, saúde, educação, vias de acesso, desemprego e outras preocupações, que a população na sua maioria jovem, que na sua visão, não encontram respostas junto do Governo Provincial do Moxico.
CK

