Partido Liberal volta acusar Daniel Félix de ser o mandante da violência contra líder do partido

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O Partido Liberal (PL) reiterou as acusações feitas contra o actual ministro da Administração do Território (MAT) e ressaltou que, Daniel Félix Neto, enquanto primeiro secretário cessante do MPLA da Lunda-Sul foi efectivamente o “mandante” dos actos de violência protagonizados por alegados militantes da JMPLA, na cidade de Saurimo.

Falando em conferência de imprensa realizada nesta terça-feira, 20 de Janeiro, o Secretário Nacional do Partido Liberal para a Formação de Quadros, Laurindo Sahana apontou o nome do 1º Secretário municipal da JMPLA no Cassongo, Paiva Keque, que terá liderado o grupo que se deslocou até ao hotel princesinha, onde esteve hospedado o líder do PL.

O também advogado descreveu que, na sequência dos acontecimentos ocorridos na noite de sábado, 17 deste mês, em Saurimos, os militantes do Partido Liberal, que prestavam apoio a Luís de Castro, “foram espancados pelos malfeitores e recebidos os seus haveres”.

“Os meliantes gritavam alto, enquanto batiam: queremos o Luís de Castro – quem mexe no Félix mexeu com a Lunda-Sul, filho desta terra, por isso o Luís hoje vai nos sentir”, contou.

Segundo Laurindo Sahana, os factos registados “configuram nos crimes de atentado contra a vida e a dignidade da pessoa humana do cidadão e presidente do Partido Liberal, bem como a sua comitiva que o acompanhou”.

Sahana apontou igualmente a “violação grave” a Constituição da República, o Código Penal Angolano e os diplomas internacionais, que versam sobre os direitos humanos, pelo que “pedimos aos digníssimos magistrados do Ministério Público a procederem o devido inquérito e a respectiva responsabilização criminal dos involvidos”.

Na mesma conferência de imprensa, o Secretário Nacional para os Assuntos Jurídicos e Eleitorais, Lino Lourenço, disse que os actos de “perseguição” contra o Partido Liberal com o foco ao seu presidente Luís de Castro “começou após a apresentação de uma queixa-crime à PGR contra o ministro da Administração do Território, por alegado uso indevido de um bem público.

Lourenço Lino entende que a acção do PL e do seu líder, Luís de Castro, enquadra-se dentro de um Estado Democrático e de Direito, pelo que acionou os mecanismos legais do Estado no quadro das garantias constitucionais para a protecção dos direitos dos cidadãos.

O Secretário Nacional para os Assuntos Jurídicos e Eleitorais do PL apela à responsabilização criminal de todos os implicados nas acções de violência em Saurimo, pois segundo ele, os autores morais e materiais estão devidamente identificados.

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