Polícia da Camama acusada de tentar retirar máquina no terreno da Konda Marta com licença passada pelo GPL

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Um grupo de efectivos da Polícia Nacional do Comando Municipal da Camama, em Luanda, está a ser acusado de tentar retirar uma máquina, que se encontrava a fazer trabalhos de limpeza e arruamentos do terreno da empresa Konda Marta.

Segundo fontes, os agentes teriam sido “orientados” pelo comandante municipal da Camama, Alexandre Mingas, uma figura apontada de alegadamente ter interesses nos terrenos de camponeses, cujo litígio remonta desde 2016.

“Várias entidades do aparelho do Estado continuam a lutar com o PCA da empresa Konda Marta”, lamentou um fonte, que revelou que, no domingo, 21 de Dezembro, “uma equipa da Polícia Nacional a mando do comandante municipal do Camama foi enviada ao terreno, onde prenderam a dona Joana Mgita, com o objectivo de apreender uma máquina, que limpava o referido para o início da obra”.

De acordo com os dados apurados, a apreensão da máquina “não foi possível porque encontraram uma licença de obra passada pelo Governo Provincial de Luanda e a medida foi abortada o que criou uma revolta no seio dos invasores”.

“Ontem mesmo, uma equipa dos serviços junto do Comando Provincial de Luanda foi destacado no terreno em causa acompanhado pela Polícia Nacional, cuja finalidade é atentar contra a integridade física de Daniel Neto”, denunciou a fonte, que acrescenta que “foram contactados jovens ao redor com a promessa de avultadas somas em dinheiro para quem localizar o PCA da empresa Konda Marta”.

Refira-se que a directora-adjunta para área operativa da empresa Konda Marta, Joana Miguel Magita foi detida na semana passada, e após o interrogatório, a juíza de garantia Ana Maria Nazaré Dias decretou a prisão preventiva contra Magita.

“Tudo na base da máfia dos invasores envolvidos na usurpação dos terrenos da Konda Marta, sendo que a Juíza que decretou prisão preventiva, é a mesma que esteve apoiando o cidadão congolês”, disse a fonte ligada ao processo.

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